Opinião

Os povos de África e os governantes

Editorial

Hoje, 25 de Maio, comemora-se em todo o nosso continente o Dia de África. Trata-se de uma data que é geralmente aproveitada pelos políticos (governantes e não governantes) e pelos cidadãos dos diferentes países do continente berço da humanidade para fazerem reflexões sobre a vida dos nossos povos, nas variadas vertentes - económica, política e social.

25/05/2021  Última atualização 07H00
 É frequente ouvir da parte de muitos africanos comentários segundo os quais a África vai mal. As independências dos países africanos não trouxeram, como era de esperar, avanços em direcção ao desenvolvimento, havendo casos de situações de pobreza extrema que atinge milhões de africanos, mesmo tendo nos seus territórios imensas riquezas naturais. Há países africanos que estão independentes há cerca de sessenta anos e o que se assiste nesses Estados é ainda muita miséria, com carências de vária ordem. 

Muitas são as causas da actual situação que afecta parte considerável do continente, pelo que importa que os governantes e políticos em geral de África saibam encontrar no quadro, por exemplo, das organizações regionais (que não são poucas) soluções que possam viabilizar projectos que possam garantir a satisfação das necessidades dos povos africanos. 

Os africanos que estão no poder têm de centrar as suas atenções na vida dos cidadãos que governam. Quem governa deve preocupar-se com as pessoas. Os cidadãos dão legitimidade aos políticos para governar, na esperança destes virem a promover o bem comum. Quando os cidadãos elegem em eleições periódicas e democráticas os seus governantes estão a incumbi-los de uma missão que tem de se traduzir na satisfação das necessidades de todos os membros de uma comunidade, devendo-se combater as injustiças e promover a boa redistribuição da riqueza.

 Muitas perguntas devem ser feitas por aqueles africanos (governantes) a quem foi dada a missão de trabalhar em prol do desenvolvimento dos respectivos países e do bem-estar dos povos que governam. Uma das perguntas pode ser esta: O que deve ser feito para que em África as pessoas possam viver com dignidade? 

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