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Zuma contesta detenção por desacato à Justiça

O ex-Presidente sul-africano, Jacob Zuma, em liberdade condicional médica, disse que é prisioneiro de um Estado de maioria negra, considerando inconstitucional a sua prisão por desacato à Justiça. Segundo a Efe, o ex-Chefe de Estado falava, pela primeira vez, por videoconferência, a milhares de simpatizantes que se congregaram em Durban para uma “oração de boas-vindas a casa”.

18/10/2021  Última atualização 05H55
Ex-Presidente sul-africano está em liberdade condicional médica © Fotografia por: DR
"Hoje agradeço o vosso apoio como prisioneiro de um Estado democrático no qual a maioria negra controla o poder do Estado”, afirmou Zuma, sublinhando que no anterior regime de segregação racial do 'apartheid' "é que as pessoas eram presas sem julgamento”. Zuma declarou que a África do Sul é um "Estado governado por aqueles que sabem o que é ser oprimido e ver negado direitos humanos fundamentais”, acrescentando: "É este Estado que me prendeu por desacato à Justiça sem julgamento”.

"Alguma coisa aconteceu terrivelmente errado no nosso país”, salientou. Jacob Zuma foi posto no mês passado em liberdade condicional médica depois de ter sido preso a 8 de Julho para cumprir uma pena de prisão de 15 meses, por se recusar a testemunhar perante a Comissão Judicial 'Zondo', que investiga a captura do Estado pela grande corrupção pública durante o seu mandato (2009-2018).

"Os principais aspectos do desastre inconstitucional que culminou com a minha actual prisão repetem-se, eu continuo prisioneiro em condições de liberdade condicional muito estritas”, afirmou Zuma. O ex-Presidente sul-africano referiu que foi alvo de "muitas tentativas” desde 1994 para o afastar de posições de liderança do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC), e também do Governo.

Hassan considerou que o objectivo "é bloquear o caminho para a democracia porque os participantes nesta concentração são apoiantes do antigo regime e de partidos estrangeiros cujos interesses foram afectados pela revolução” de 2019.
A tensão no Sudão pode aumentar com a convocação de uma "contra manifestação” para exigir uma "transferência total do poder aos civis”, que a FCL acredita poder levar às ruas mais de um milhão de pessoas para "mostrar ao mundo a posição do povo sudanês”.

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