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Zimbabweanos protestam contra a subida dos preços

Centenas de pessoas concentraram-se ontem nas ruas da capital do Zimbabwe, Harare, e na cidade de Bulawayo para protestarem contra a subida dos preços dos combustíveis decretada pelo Presidente Emmerson Mnangagwa, num clima social cada vez mais tenso.

15/01/2019  Última atualização 16H48

Os manifestantes começaram a juntar-se ainda de madrugada e ergueram barricadas de pedras e pneus em chamas.
“Estamos fartos de sofrer, Mnangagwa falhou”, desabafou um manifestante na capital. O Presidente tem sido abertamente criticado pela  incapacidade de vencer a crise. Nos últimos 20 anos, a economia do Zimbabwe não parou de encolher, estrangulada financeiramente pela falta de liquidez e inflação galopante. A situação piorou nos últimos meses quando começaram a escassear os bens essenciais, incluindo o petróleo. Os veículos formaram longas filas de quilómetros em frente aos postos de abastecimento de combustível vazios.
Numa rara intervenção te-levisiva, Mnangagwa anunciou no sábado à noite que os preços da gasolina iriam aumentar duas vezes e meia, para reduzir o consumo e os negócios ilícitos relacionados com as divisas locais, as “notas de obrigação”.
Num ambiente já tenso, a medida incendiou ainda mais os ânimos. A Confederação de Sindicatos do Zimbabwe (ZCTU) pediu à população que parasse de trabalhar até quarta-feira, lançando um apelo nas redes sociais: “Já sofremos bastante, chegou a hora de acabar com a loucura”.

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