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Zelensky insta Ocidente a não provocar pânico

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instou, sexta-feira (28), o Ocidente a não desencadear o pânico por causa das tensões com a Rússia, acusada de estar a preparar uma invasão da Ucrânia.

29/01/2022  Última atualização 06H45
© Fotografia por: DR
"Não precisamos deste pânico”, porque "precisamos de estabilizar a economia”, declarou Zelensky numa conferência de imprensa para a comunicação social estrangeira em Kiev.

Para o Chefe de Estado ucraniano, "o maior risco para a Ucrânia é a desestabilização da situação dentro do país”, mais que a ameaça de uma invasão russa da ex-república soviética.

"A probabilidade do ataque existe, ela não desapareceu e não foi menos grave em 2021, (mas) não estamos a assistir a uma escalada maior do que a que existia” no ano passado, assegurou.

Em contraste, se ouvirmos órgãos de comunicação internacionais e "mesmo Chefes de Estado respeitados”, podemos acreditar "que já temos uma guerra” em todo o país, "que há tropas a avançar pelas estradas. Mas não é o caso”, prosseguiu.

"Este pânico, quanto está a custar ao nosso país?”, interrogou-se o Presidente ucraniano. O Ocidente acusa há semanas a Rússia de ter concentrado mais de 100 mil soldados junto à fronteira com a Ucrânia, com vista a uma eventual invasão daquela ex-república soviética, ameaçando Moscovo com sanções sem precedentes em caso de uma ofensiva.

"Tudo indica” que o Presidente russo, Vladimir Putin, "vai fazer uso da força militar em determinado momento, talvez entre agora e meados de Fevereiro”, estimou na quarta-feira a vice-secretária de Estado norte-americana Wendy Sherman.

Várias embaixadas ocidentais, entre as quais a norte-americana e a canadiana, anunciaram a retirada de parte do seu pessoal na Ucrânia, devido à ameaça de uma invasão russa.

O Chefe de Estado ucraniano pediu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) para "dizer abertamente” se a antiga república soviética ingressará no bloco militar ocidental, apesar de tal contrariar a vontade da Rússia.

"Queremos alguma coisa de concreto, temos que contar com alguma coisa”, afirmou Zelensky na mesma conferência de imprensa.

"Que nos digam abertamente que nunca vamos lá estar. Alguns podem dizê-lo e outros não. Eles (representantes da Aliança Atlântica) vêm aqui e dizem que apoiam a entrada da Ucrânia na NATO. Mas não precisamos de falar do futuro, temos muitos desafios no presente”, sustentou.


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