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Zango 5: Moradores reclamam da falta de serviços

A Centralidade do Zango 5, localizada no município de Viana, em Luanda, é a mais recente urbanização erguida na capital, que está em fase de ocupação das residências, mas alguns moradores que estão lá a residir, há dois meses, reclamam da falta de quase tudo.

18/03/2020  Última atualização 19H00
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Falta de hospitais, transportes públicos, lojas, mercados, restaurantes, esquadra policial e sistema de recolha de lixo eficiente. Na companhia do esposo e filhos, Rita Bandua, 26 anos, está na Centralidade do Zango 5, há dois meses. Confessa que está ser difícil viver naquela zona, porque falta quase tudo.

Para ela, a falta de meios de transportes públicos e de outros serviços essenciais, constituem uma “dor de cabeça” para quem vive na Centralidade do Zango 5. Com a excepção a uma escola que já está a funcionar, os habitantes daquela urbanização são obrigados a recorrem a bairros muito distantes para adquirirem bens e serviços.

A estudante do curso de Comunicação na Universidade Independente de Angola, referiu que “é quase impossível comunicar-se por telefone móvel, tenho de sair de casa para conseguir apanhar a rede” e para ir resolver outros assuntos na cidade, é obrigada a levantar-se às 5h00 e apanhar vários táxis, uma tarefa que não tem sido fácil para a jovem estudante universitária.

O administrador do Fundo de Fomento Habitacional, Adilson Silva, disse, ao Jornal de Angola, que a falta de serviços na Centralidade do Zango 5 nada tem a ver com a sua instituição, sendo apenas responsável pela distribuição e comercialização das casas.

Mas garantiu a existência de escolas, creches, centro de saúde e esquadra da Polícia, que ainda não estão em pleno funcionamento, porque estão em fase de apetrechamento. Quanto aos sinais de telecomunicações, dependem das operadoras e que podem ser solucionados brevemente.

Fonte de rendimento

Mais de 100 pessoas buscam quase todos os dias na Centralidade do Zango 5 oportunidade de trabalho e de rendimento, para garantirem o sustento das suas famílias, como é o caso de Juliana António, 23 anos, mãe de três filhos.

Munida de enxada e catana, Juliana António corta o capim ao arredor dos edifícios e faz limpeza das casas, quando solicitada. Pelo corte de capim pede 30 mil kwanzas e para a limpeza geral em residências cobra oito a dez mil, mas nem sempre aparece trabalho, porque a centralidade ainda é pouco habitada.

Por viver no bairro Santa Paciência, próximo da Centralidade do Zango 5, a jovem viu aquela zona como uma fonte de rendimento para sustentar os filhos, já que o marido está desempregado desde o ano passado.

 

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