Política

Zâmbia optimista sobre as ligações terrestres

Silva Cacuti

Jornalista

O embaixador da Zâmbia em Angola, Lawrence Chalungumana, manifestou-se optimista quanto ao início das obras nas vias de comunicação, para ligar os dois Estados.

07/07/2020  Última atualização 08H00
Edições Novembro © Fotografia por: Diplomata zambiano espera incremento das trocas

"A Zâmbia aguarda com grande expectativa o início das obras nas vias de comunicação, que podem ligar os dois Estados da SADC", afirmou o diplomata, em entrevista ao Jornal de Angola, destacando como opção as vias terrestres a partir do Moxico e Cuando Cubango.  "A primeira infra-estrutura de comunicação pode sair do Cazombo até Camapanda, que já se faz, mas no entanto encontra-se em péssimas condições.

A segunda opção pode ligar Ninda (Zâmbia) Lumbala Nguimbo, Lucusse até Luena (Moxico). A terceira alternativa pode ligar Luau-Cazombo até Chavuma, na Zâmbia", declarou. O diplomata zambiano acredita ainda ser possível ligar os dois países pelo caminho de ferro, de Luacano até Gimbe. A concretização deste facto, acrescentou, iria impulsionar as trocas comerciais entre os dois países, cifradas em apenas 12 milhões de dólares/ano.

Lawrente Chalungumana referiu que a Zâmbia já tem concluídas as vias de comunicação até aos principais pontos fronteiriços com Angola.  As autoridades angolanas podem exportar para a Zâmbia derivados de petróleo, sal, peixe e frutos do mar, enquanto a Zâmbia pode vender a Angola gado, fertilizantes e "know-how" em agro-produtos e processamento de ração animal. Informou que a Zâmbia já atingiu a auto-suficiência na produção de milho, ovos e frango.

"A Zâmbia produz mais de três milhões de toneladas de milho, dos quais consome mais de um milhão e exporta o excedente", afirmou Lawrence Chalungumana. Os dois países cooperam igualmente na formação policial, militar e turismo. Nos últimos tempos os dois países rubricaram acordos de supressão de vistos em passaportes ordinários, que possibilitam aos respectivos cidadãos permanecerem até três meses em cada um dos países.

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