Sociedade

Zaire: Imigrantes violam a fronteira e escondem-se nos bairros

Cidadãos estrangeiros, principalmente da República Democrática do Congo, violam, constantemente, a fronteira terrestre e escondem-se em bairros periféricos e zonas rurais da província do Zaire, elevando o risco de contaminação comunitária da Covid-19, denunciou o coordenador da Comissão Técnica de Combate à Pandemia.

11/04/2020  Última atualização 09H30
Edições Novembro © Fotografia por: Através de um sistema de informação comunitária, as pessoas são denunciadas e as equipas de vigilância epidemiológica deslocam-se aos locais onde estã

João Miguel Paulo, que falava durante uma reunião da Comissão Multissectorial de Combate à Pandemia, coordenada pelo governador do Zaire, Pedro Makita, explicou que esses estrangeiros utilizam os chamados caminhos “fiote” para entrarem em território nacional e, depois, escondem-se nos bairros para escaparem ao Serviço de Migração e Estrangeiros e da Polícia Nacional.

Através de um sistema de informação comunitária, acrescentou, essas pessoas são denunciadas e as equipas de vigilância epidemiológica deslocam-se aos locais, onde estão para fazer o controlo da temperatura corporal. “Temos um sistema de vigilância e alerta de âmbito municipal e provincial que permite ir ao encontro desses indivíduos nas suas casas para diariamente lhes fazer controlo da temperatura corporal”, explicou.
João Miguel Paulo, que é igualmente director do gabinete provincial da Saúde, frisou que o mais importante é a população continuar a denunciar os imigrantes ilegais, para permitir o acompanhamento do seu estado sanitário. “Temos uma base de dados que nos permite monitorizar a situação epidemiológica nas comunidades. Alistamos todos e fazemos o acompanhamento diário. Se não houvesse esta comunicação comunitária, não saberíamos da existência de estrangeiros ilegais que podem disseminar a Covid-19 na comunidade”, disse.

Cidadãos deixam quarentena
Cidadãos angolanos provenientes da República Democrática do Congo (RDC) deixaram a quarentena institucional no município do Soyo, província do Zaire, depois de terem estado durante 14 dias em isolamento, para a prevenção da Covid-19. O coordenador da Comissão Técnica de Prevenção da Covid-19, João Miguel Paulo, disse que as 70 pessoas estavam em quarentena institucional desde 24 de Março e receberam alta no passado dia 7.
Em quarentena, acrescentou, continuam 16 cidadãos, 13 no município do Kuimba, incluindo um jovem de 25 anos, internado no Hospital Municipal, onde deu entrada com febre alta, tosse e gripe, cujas amostras foram enviadas para o Instituto Nacional de investigação em Saúde para testes laboratoriais. Os restantes estão em Mbanza Congo. O responsável explicou que um cidadão nacional foi colocado em quarentena institucional obrigatória no Centro de Doenças Emergentes do Luvo, por ter violado o Decreto Presidencial que determina o encerramento das fronteiras, para travar a disseminação da Covid-19. “O cidadão teve passagens pela Turquia, Polónia e República Democrática do Congo. Foi interpelado em Mbanza Kongo, quando tentava seguir viagem para Luanda”, avançou.

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