Economia

Zaire: Dívida do consumo de água próxima dos 14 mil milhões

Kayila Silvina | Mbanza Kongo

Jornalista

A elevada dívida contraída pelos clientes à Empresa Pública de Águas e Saneamento do Zaire (EPASZ), avaliada em 13 762 milhões de kwanzas, provoca constrangimentos à gestão do sistema, revelou, ontem, em Mbanza Kongo, o presidente do Conselho da Administração.

29/07/2021  Última atualização 10H55
Projectos de expansão da rede emperrados em Mbanza Kongo © Fotografia por: Miqueias Machangongo | Edições Novembro
Diasonama Nsoki disse que a dívida foi contraída por clientes públicos, singulares ou privados no período de Janeiro à Junho do ano em curso, descreveu pelas dificuldades causadas ao inviabilizar a gestão, bem como por afectar o pagamento regular de salários aos 56 trabalhadores.

Segundo a fonte, a EPASZ leva a cabo campanhas de sensibilização junto dos consumidores, num esforço para a recuperação da dívida, mas vai efectuar cortes no fornecimento de água e aplicar multas aos clientes que não cumprem as obrigações.

Em Mbanza Kongo, onde estão inscritos 7080 clientes, o consumo é pago por uma percentagem ínfima dos que absorvem água da rede pública, com contadores instalados, com o que a empresa tem limitações na concretização  de projectos de expansão.

Há projectos de expansão da rede de distribuição de água em curso no Bairro da Juventude, na localidade do Quilemos, que se prevê que se estenda para o condomínio das "100 Casas”, no Bairro Bela Vista.

O sistema de abastecimento de Mbanza Kongo, inaugurado em Dezembro de 2019, conta com um tanque de três metros cúbicos (m3) que garante a produção diária de 10 500 m3 de água potável, permitindo, até agora, instalar 11 mil ligações domiciliares e 722 chafarizes para distribuir o líquido a 7.080 consumidores.

Para os restantes cinco municípios da província do Zaire, nomeadamente Soyo, Nzeto, Tomboco, Kuimba e Nóqui, de acordo com Diasonama Nsoki, existem  projectos de construção do sistema de abastecimento de água potável, cuja implementação aguarda por financiamento.

No âmbito de tais projectos, segundo avançou Diasonama Nsoki, a cidade de Mbanza Kongo vai beneficiar da segunda fase da expansão da rede de distribuição de água, para elevar as ligações domiciliares para 25 mil.

Para o município do Nzeto, prosseguiu, enquanto se aguarda pelo financiamento da construção de novos sistemas de abastecimento de água, está em construção, pela empresa chinesa Sinohidro, a edificação de uma torre com capacidade de 500 metros cúbicos, sob fiscalização da empresa DAR.

Ao passo que, no município do Soyo, a EPASZ vai construir 120 novos chafarizes e reabilitar 43, com vista a aumentar os postos de distribuição de água potável de forma gratuita.

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