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Xangai anuncia duas novas rondas de testagem em massa contra a Covid-19

A decisão foi tomada depois de múltiplas infecções por SARS-CoV-2 terem sido identificadas como estando relacionadas a um espaço de karaoke em específico.

05/07/2022  Última atualização 16H09
© Fotografia por: DR

A cidade chinesa de Xangai anunciou, esta terça-feira, duas novas rondas de testagem em massa contra a Covid-19, aplicável à maioria dos seus 25 milhões de residentes. Segundo reporta a Reuters, tal irá decorrer durante um período de três dias, com o intuito de detectar novas infecções relacionadas a um surto que teve origem num espaço de karaoke.

Na sua conta oficial no WeChat, o governo local destacou que todos os residentes de nove dos 16 distritos da cidade seriam testados duas vezes, entre esta terça e quinta-feira. Pessoas que vivam em certas zonas de outros três distritos também terão de ser submetidas a testagem.

A decisão foi tomada depois de múltiplas infecções por SARS-CoV-2 terem sido identificadas como estando relacionadas a um espaço de karaoke em específico, que terá sido recentemente frequentada por residentes dos distritos visados por esta medida.

"Nenhum agregado familiar ou pessoa deve faltar" a esta testagem, alertou o governo local, aqui citado pela Reuters. Porém, de forma a que pudessem abandonar as suas residências, os cidadãos chineses teriam de apresentar um auto-teste à Covid-19 realizado nos dois dias anteriores.

Esta é mais uma das medidas aplicadas no âmbito da estratégia 'Covid zero' actualmente em vigor na China, que tem obrigado, nomeadamente, a confinamentos generalizados em várias regiões do país. E surge depois de, na segunda-feira, Xangai ter registado oito novos casos de infecção pela doença - sete dos quais em áreas de quarentena.  

Neste momento, o governo da cidade obriga já todos os distritos a organizarem testagens em massa aos seus residentes a cada fim-de-semana, até ao final deste mês. Os residentes estão ainda obrigados a testarem-se a si próprios a cada três dias, de forma a poderem entrar em certos espaços públicos ou andar de transportes públicos.

Apesar das autoridades terem já cessado o confinamento generalizado sobre a cidade, que durou cerca de dois meses, continua ainda a impor restrições específicas à circulação sempre que um caso de infecção pelo novo coronavírus é identificado fora de zonas de quarentena.  

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