Economia

WM recupera jardins com 300 milhões de kwanzas

Victorino Joaquim

Jornalista

O grupo angolano WM emprega 300 milhões de kwanzas no projecto “Adopte um jardim”, que visa a recuperação, manutenção de jardins em espaços de lazer ao ar livre de Luanda, revelou o director-geral em declarações prestadas, ontem, ao Jornal de Angola.

14/08/2021  Última atualização 06H00
Director-geral do Grupo WM e vistas de espaços reabilitados depois da conclusão das primeiras operações © Fotografia por: Agostinho Narciso | Edições Novembro
Filipe Pescada acrescentou que, o projecto, no qual estão empregados 127 trabalhadores em tarefas de manutenção e renovação de espaços livres, começou a ser executado há um ano, ao abrigo de um acordo de Parceria Público-Privada (PPP) subscrito por período de quatro anos, com autoridades do município de Luanda.

O acordo envolve a Comissão Administrativa da Cidade de Luanda e a Administração Municipal da Ingombota, bem como a empresa Sagribengo, do Grupo WM, representada pela marca Expo-Garden, segundo Filipe Pescada.

Com a implementação do projecto, está prevista a recuperação, a curto prazo, de empreitadas de jardinagem e paisagismo nas rotundas do largo Rio de Janeiro, Aeroporto Internacional 4 Fevereiro, Ilha de Luanda, avenida Marien N’gouabi (ex-António Barroso) e Clínica Girassol.

A mais longo prazo, a operação estende-se a outros jardins e áreas de lazer de Luanda, com destaque para a rotunda da Quinanga, na Praia do Bispo, do Chamavo e das Heroínas, nos arredores da Praça da Independência,  bem aos largos do Cemitério Alto das Cruzes e do Lumege.

Na PPP, a Expo-Garden assume a responsabilidade de efectuar os trabalhos de recuperação e manutenção dos jardins, enquanto os representantes do poder público asseguram a realização de funções executivas do Estado.

Segundo a fonte, outras empresas e organizações privadas podem integrar a operação, participando com patrocínios previstos nos seus programas de responsabilidade social, aproveitando os espaços de jardins recuperados para colocarem painéis publicitários.


Produção agrícola
Em 2010, o grupo WM anunciou um investimento de cerca de 1,2 mil milhões de kwanzas no projecto Turiagro, constituído, inicialmente, por fazendas localizadas no  Bengo, mas logo incrementado com duas novas fazendas implantadas no Cuanza-Sul e Cuanza-Norte, com o que aumentou a produção agro-pecuária da companhia e foram criadas estruturas de apoio para o turismo rural, declarou o director-geral.

Filipe Pescada anunciou que, passados 11 anos, a produção da unidade do Bengo varia entre 300 e 400 toneladas de mamão, goiaba e maracujá por mês, sendo a de banana a mais elevada, de 750 toneladas nesse mesmo período de tempo.
Em Julho último, prosseguiu, a produção de banana registou um crescimento de 10 por cento face ao período homólogo de 2020, justificado pelo aumento das mudas, ou seja, houve um aumento do número de plantas por hectar.

 Na fazenda do Cuanza-Norte, onde se produz milho e soja em sistema rega de pivot, o grupo WM inaugurou, recentemente, uma fábrica de ração animal com capacidade instalada de 20 toneladas por hora, sendo a perspectiva de produção, numa fase inicial, uma produção mensal de até 1 760 toneladas de ração bovina, suína, de frango corte e poedeiras.

Numa segunda fase, quando o mercado "assim o permitir e a pecuária industrial se desenvolver, a fábrica poderá funcionar no máximo da capacidade, atingindo as 3 500  toneladas por mês”, explica o director-geral


Negócios em baixa
De acordo com a sua página na Internet, o Grupo WM iniciou a actividade em 1992, fundamentalmente nos sectores da Construção Civil, indústria de Betão, exploração de inertes e transformação de madeiras através da sua empresa "mãe”, a WM Construções.

Actualmente, o Grupo WM conta com 1 024 trabalhadores em 14 empresas e desenvolve 11 áreas de negócios, incluindo a construção, através da WM Construções, da Base Sólida (betão), Sagribengo e Expo-Garden (Jardins e Floricultura), Condutek (Condutas e Avac), Soida (Emulsões betuminosas), Mundifer (máquinas e ferramentas de madeiras), Hipermaco (carpintaria), Turiagro (Fruticultura), Lucalagro (Agricultura e Pecuária), Rações RK (Indústria Transformadora).

Fruto do impacto da pandemia da Covid-19, que assola o mundo inteiro, o grupo teve uma quebra na ordem dos 60 por cento no volume de negócios, com o conglomerado a olhar para  o sector da Agro-pecuária como a área de salvação e de esperança, no qual empenha uma forte aposta, segundo Filipe Pescada.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia