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Votação com participação inédita em São Tomé

As eleições em São Tomé e Príncipe registaram uma afluência inédita, disse ontem o porta-voz da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Ambrósio Quaresma, que estimou uma participação entre 60 e 70 por cento.

08/10/2018  Última atualização 08H00
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 “Nunca vimos. Falei com os coordenadores em todos os distritos e da região autónoma do Príncipe e dizem-me que se chegaram a formar filas de cento e tal pessoas”, referiu, comentando que “as pessoas estavam um bocado aborrecidas com a demora para votar, mas que cumpriram a ordem de chegada”.
Em Guadalupe, distrito de Lobata (a cerca de 12 quilómetros da capital são-tomense), a Polícia teve necessidade de intervir, disparando tiros para o ar, “porque houve uma enchente de pessoas e os ânimos começaram a exaltar-se”, referiu.
As autoridades disseram que, após a hora do fecho das mesas de voto, às 18H00 (mesma hora em Luanda), iam ser distribuídas senhas aos eleitores que estavam nos locais de voto à espera da vez.
Ambrósio Quaresma manifestou satisfação pela elevada taxa de participação: “essa afluência revela que o povo realmente compreendeu que é ele que exerce a sua soberania política”.
Nas legislativas de 2014, em que a Acção Democrática Independente (ADI) venceu com maioria absoluta (33 deputados em 55), registou-se uma abstenção de 28 por cento.
Ambrósio Quaresma afirmou que as eleições legislativas e autárquicas e regional na ilha do Príncipe decorreram “com normalidade”, registando-se apenas uma mesa de voto fechada, na roça Rosema, distrito de Lembá (noroeste do país), devido a uma “barricada” da população, que reclama “água, estrada e energia”.

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