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Vítimas da seca recebem toneladas de bens diversos

Cerca de 22 toneladas de bens diversos foram entregues pela petrolífera Chevron, na cidade de Menongue, ao Governo Provincial do Cuan-do Cubango, para apoiar as vítimas da seca.

05/11/2019  Última atualização 10H45
Nicolau vasco | Edições Novembro © Fotografia por: Cerca de 22 toneladas de bens diversos foram entregues pela petrolífera Chevron, na cidade de Menongue, ao Governo Provincial do Cuan-do Cubango, para

A doação foi entregue oficialmente, na semana finda, pelo director geral das Operações da petrolífera Che-vron, Dale Haines, ao gover-
nador da província, Júlio Bessa. Arroz, feijão, massa alimen-tar, açúcar, fuba de milho, óleo, sal, roupa, calçados, sabão, lixívia, chapas de zinco, catanas, enxadas, picaretas, bidons e baldes de plástico constam entre os bens doados.
O governador Júlio Bessa agradeceu o gesto solidário da multinacional Chevron e classificou-o de grande im-
portância, porque, além dos alimentos, o donativo traz também instrumentos de trabalho, para que a população deixe de depender de doações.
Segundo Dale Haines, "a doação é um gesto solidário dos trabalhadores da Chevron e dos seus familiares, que de-cidiram contribuir com dinheiro e alguns pertences para acudir as vítimas da seca no Cu-ando Cubango".
Realçou que a petrolífera vai continuar a desenvolver acções do género, enquanto durar a seca no Cuando Cu-bango, para que os problemas das famílias afectadas não se agudizem.
O director dos Projectos Especiais da Chevron, Bernardo Domingos, garantiu que a petrolífera vai, nos próximos dias, construir quatro furos de água, em locais a indicar pelo Governo da província, para permitir que os camponeses possam exercer as suas actividades sem constrangimentos.
Sem avançar o custo da operação, assegurou que os furos de água serão construídos em zonas em que a população vive distante dos rios, como o caso da localidade de Olupale (Cuangar), na fronteira com a Namíbia.
Bernardo Domingos disse que o Cuando Cubango é uma província bastante rica em recursos hídricos e não há razões para a mesma so-frer com a seca. Garantiu que a Chevron, como parceiro do Governo, tudo fará para trabalhar com o intuito de minimizar os efeitos da seca, que atinge vários países da África Austral.

Centro Dom Bosco

O gesto solidário da petrolífera Chevron estendeu-se ao centro de acolhimento de menores desamparados e em conflito com a lei, denominado “Mbembwa”, paz em português, local onde foram entregues quantidades significativas de fuba de milho, feijão, óleo alimentar, arroz, massa, leite, sabão, roupa, detergente, material escolar e bolas.
A directora do centro, irmã Cecília Bernarda Domingos, mostrou-se satisfeita com o gesto da Chevron, que, refere, vem mais uma vez desafogar a pressão que a Igreja Católica vive, para suportar os encargos com as 39 crianças que vivem no centro.
“Temos tido muitas dificuldades em aguentar estes miúdos que muito precisam, porque, desde que o centro foi aberto, em 1985, pelo ma-logrado padre João Bosco, excepto em raras ocasiões como esta, tem sido a Igreja Católica a suportar todos os encargos", sublinhou a ma-dre, que, sem avançar números, acrescentou que o centro já formou e colocou à disposição do mercado de trabalho dezenas de crianças, que hoje já vivem com os seus próprios meios.
Segundo a madre Cecília Bernarda Domingos, o centro de acolhimento tem capacidade para acomodar 100 crianças, mas, devido a dificuldades financeiras, foram aceites apenas 39, que recebem formação de carácter religioso, moral e cívico, ac-tividades desportivas, lúdicas, música, teatro, dança, educação ambiental, jardinagem e horticultura.

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