Cultura

Virgínia homenageia primeiros escravos angolanos

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, deslocou-se, ontem, ao Estado da Virgínia, para participar na cerimónia anual em homenagem à chegada aos Estados Unidos (em 1619) dos primeiros 20 angolanos escravizados.

19/08/2021  Última atualização 06H15
Ministro participa amanhã em homenagem nos Estados Unidos © Fotografia por: DR
A cerimónia, que marca os 402 anos da chegada dos primeiros africanos saídos de Angola, terá lugar amanhã, no Cemitério Tucker, na cidade de Hampton, Estado da Virgínia.

Recorde-se que, em Maio último, os ministérios da Cultura, Turismo e Ambiente e das Relações Exteriores, a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e a Embaixada de Angola nos Estados Unidos promoveram, a partir de Luanda, um seminário no formato virtual, cujo tema centrou-se no "Legado da Escravidão para os Africanos e Afro-Americanos: Património Cultural”.
Produtores do Kuduro 

O ministro Jomo Fortunato defendeu, há dias, em Luanda, o reforço do intercâmbio cultural e comercial entre editores, produtores e distribuidores da discografia do kuduro.

Jomo Fortunato  falava no primeiro seminário sobre "Kuduro, visões e perspectivas”, promovido pela Associação dos Kuduristas de Angola (A.K.A.), com o apoio do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente. 

O ministro considerou pertinente transformar os depoimentos numa fonte bibliográfica de documentação e registo para posterioridade, criar um site de divulgação da história e perfil profissional dos cantores e compositores do kuduro, que vai fazendo história.  Na sua comunicação realçou o seguinte: "neste encontro, que reputamos de elevado interesse artístico e cultural, visa estabelecer nexos periodológicos e elevar à categoria de ensino superior, os conteúdos das principais ocorrências sobre um género musical contemporâneo de expressão internacional”.

Para o ministro, os estudiosos da contemporaneidade musical angolana estão em condições de reunir material disperso, incluindo depoimentos de artistas e protagonistas de reconhecido mérito, sobre a história e discografia do kuduro, visando sistematizar no âmbito dos estudos culturais angolanos, de nível médio e universitário. 

O presidente da AKA, Albino José Miguel, disse que a organização que dirige trabalha para ajudar a construir uma Angola melhor, defender os símbolos nacionais e pautar por conteúdos musicais favoráveis ao patriotismo.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura