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Violência doméstica aumenta em Cabinda

A província de Cabinda registou, durante o primeiro se-mestre do corrente ano, 153 casos de violência doméstica, contra 90 de igual período de 2020, segundo o chefe do Departamento da Família e Igualdade de Género.

09/08/2021  Última atualização 09H58
© Fotografia por: DR
Wilson Sinadinse acrescentou que fuga à paternidade lidera a lista de casos registados pelo Departamento da Família e Igualdade de Género.


Defendeu a contribuição das famílias e da comunidade na denúncia de todo o tipo de violência que possa ocorrer no seio familiar.   Wilson Sinadinse deu a conhecer que o Departamento da Família e Igualdade de Género realiza, com frequência, campanhas de aconselhamento familiar, com o objectivo de promover a estabilidade e harmonia social.


Os casos de agressão física, ainda de acordo com Wilson Sinadinse, são imediatamente encaminhados aos órgãos de justiça, enquanto os de fuga à paternidade e outros de natureza menos gravosa são, primeiramente, tratados no Departamento de Família e Igualdade de Género. "O infractor é aconselhado a cumprir com os seus deveres e só em caso de reiterado incumprimento é o caso remetido ao Serviço de Investigação Criminal (SIC). 


Informou ainda que o Departamento da Família e Igualdade de Género encaminhou, durante o primeiro semestre do corrente ano, seis casos de violência física à Procuradoria Geral da República, dez crianças ao Registo Civil, ao passo que 47 pais assinaram termo de responsabilidade condigna em relação aos filhos.


Salientou que a província possui cinco centros de aconselhamento familiar, dos quais apenas um encontra-se em pleno funcionamento, na localidade de Santa Catarina, com três conselheiras, número que, segundo referiu, é insuficiente para os casos que diariamente são registados.

 Arsénia Manuel | Cabinda

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