Política

Violação da fronteira preocupa Estado-Maior General das FAA

Kayila Silvina | Mbanza Kongo

Jornalista

A destruição dos marcos fronteiriços e a violação constante das fronteiras, tanto terrestre, como marítima e fluvial, a nível da Região Norte, preocupa o Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA).

22/10/2021  Última atualização 08H20
Chefe do Estado-Maior visitou unidades da província do Zaire © Fotografia por: Garcia Mayatoko| Edições Novembro| Zaire
A preocupação foi manifestada, quinta-feira (21), na cidade de Mbanza Kongo, pelo porta-voz do Estado-Maior General (EMG), brigadeiro Jorge Napoleão, no final da visita de três dias do chefe do EMG das FAA ao Zaire.
As autoridades angolanas, segundo Jorge Napoleão, estão preocupadas com os constantes relatos sobre o contrabando de combustível, destruição dos marcos e  entrada ilegal de cidadãos estrangeiros ao território nacional.

A visita de trabalho do general-de-exército Egídio Sousa Santos, disse, visou verificar o estado de segurança ao longo da linha da fronteira terrestre, marítima e fluvial da Região Militar e Naval Norte.

Segundo o porta-voz do EMG das FAA, as fronteiras devem ser protegidas e preservadas, dada a constante porosidade de determinadas zonas fronteiriças, cuja situação não afecta apenas Angola.

"Os países devem defender os seus territórios, não conceder parte do terreno aos vizinhos, apesar de boa convivência que se pretende entre os povos”, defendeu. O brigadeiro assegurou que as fronteiras da Região Norte estão bem asseguradas, mas admitiu que há questões que carecem de soluções, no âmbito da cooperação bilateral e multilateral que os países estabelecem.

Disse que todas as questões fronteiriças entre os dois países têm sido resolvidas de forma pacífica, no âmbito dos princípios transfronteiriços, sempre no pensamento de uma "Angola una e indivisível”."As questões diplomáticas são resolvidas, sempre no âmbito da boa convivência, partindo do princípio da lei e da diplomacia, para preservar as relações entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC)”, disse Jorge Napoleão.

No Zaire, o chefe do Estado-Maior General das FAA inspeccionou, durante três dias, o estado de prontidão das forças da 42ª Brigada de Infantaria e da sub-unidade da Região Naval Norte, ambos no Nóqui, do quartel general da 2ª Divisão de Infantaria de Mbanza Kongo e da 75ª Brigada de Infantaria e Motorizada do Kuimba.

No município do Soyo, o general Egídio Sousa Santos constatou o estado de prontidão dos efectivos da 20ª Brigada de Infantaria e Motorizada e do comando da Região Naval Norte.

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