Sociedade

Vigilância e combate cerrado às drogas

No mundo, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 200 milhões de pessoas consomem drogas ilícitas, representando 4,7% dos habitantes do planeta com mais de 14 anos.

26/06/2020  Última atualização 15H03
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Angola, de acordo com dados colhidos, regista, nos últimos anos, índices alarmantes, que têm vindo a ser combatidos. Os sinais desta preocupação no país foram admitidos, a 29 de Fevereiro último, pela a Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta. Em entrevista à Euronews, a governante alertou, mais uma vez, para a atenção que deve ser dada ao flagelo.

Nesse mês, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) apreendeu 64 quilos de cocaína, 273 gramas de crack, 17,5 toneladas de canábis (liamba) e procedeu, ainda, à destruição de 23.000 plantações. Acabaram detidos 1.941 cidadãos por tráfego de drogas, sendo 1.928 de nacionalidade angolana, dez da RDC, sete sul-africanos e três cabo-verdianos, moçambicanos e nigerianos.

Os números cresceram e as autoridades policiais consideram que a droga que chega e aumenta em Angola vem principalmente do Brasil, República Centro Africana, África do Sul, Namíbia e Moçambique. Como não podia deixar de ser, há entre nós “barões da droga”, neste movimento criminoso. Suspeitava, em Dezembro de 2019, em entrevista ao Jornal de Angola, o sub-comissário Waldemnar José, que era tudo patrocinado por pessoas endinheiradas.

Diante deste quadro crescente de uso e consumo de drogas ilícitas, a sociedade mobiliza-se para um combate cerrado às práticas, É o caso do Grupo de Mulheres Parlamentares que lançou o Movimento de Prevenção e Combate ao Uso de Drogas.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) está alinhado no combate, com especialistas treinados para continuar a trabalhar, em colaboração com outros os órgãos da Polícia Nacional, afim de se travara a entrada, distribuição e venda de drogas, que destroem, sobretudo, jovens, parte activa da sociedade.

É este alinhamento que permitiu, com sucesso, ao SIC, em 2018, descobrir e neutralizar, no Porto de Luanda, um carregamento de 500 quilogramas de cocaína, saído da localidade de Santos, no litoral de São Paulo, que traficantes pretendiam fazer chegar à Europa. Valeu, nesse sentido, o intercâmbio entre a Interpool de Angola e do Brasil.

Os quinhentos quilos valiam, ao todo, 400 mil milhões de kwanzas, segundo o director da Interpool em Angola, Destino Pedro. Tratou-se da maior apreensão de droga já feita em Angola, superando a de 2004, também apreendida no Porto Comercial de Luanda, que atingiu perto de 400 quilos.
Destino Pedro já chegou a admitir, igualmente, ao Jornal de Angola, que se o país faz parte do mundo também é atingido pelos efeitos da globalização. Por isso, a criminalidade transnacional organizada aproveita-se desse fenómeno.

Houve ainda, no ano passado, a apreensão de avultadas quantidades de drogas no Senegal, que se alegava ter como destino Angola, mas o Ministério do Interior fez deslocar àquele país especialistas do SIC e do Gabinete da Interpol.

Na sequência do processo, a Angop informou, na altura, que as diligências levadas a cabo pelas autoridades senegalesas permitiram determinar e deter suspeitos, que, no porto de Dakar, aguardavam pelo referido produto. No decurso das investigações, as equipas da Interpool do Senegal e de Angola concluíram que a droga não tinha como ­destino o nosso país.

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