Política

Vida de Agostinho Neto apresentada a argentinos

A vida e obra do Fundador da Nação angolana, Dr. António Agostinho Neto, foi apresentada durante um acto de carácter político-cultural assinalado com a partilha de visões e experiências sobre as culturas africanas e da Argentina, uma iniciativa das autoridades do município de Junín, província de Mendonza, tendo como palco as instalações da Casa do Bicentenário da referida cidade.

20/06/2022  Última atualização 09H57
© Fotografia por: DR

A figura de Agostinho Neto, preenchida por simbolismo peculiar e de desempenho transversal, nomeadamente na política, cultura e poesia, mas também como estudante, colhe, sempre, a atenção quando se aprecia o trajecto do Fundador da Nação e primeiro Presidente da República de Angola. Assim, a representação angolana na Argentina aproveitou a oportunidade para elucidar os presentes sobre as múltiplas visões que se tem das facetas de Neto, com o concurso de uma emblemática exposição fotográfica.

A representação angolana manifesta, através de uma nota de imprensa a que o Jornal de Angola teve acesso ontem, que a iniciativa serviu para fortalecer o intercâmbio e o desenvolvimento sócio-cultural e de aprendizagem para a comunidade da província de Mendonza. 

A participação de Angola foi tida como especial, em reconhecimento ao legado dos seus filhos na luta pela identidade da Argentina. "Muitos foram os africanos, e angolanos em particular, que depois da abolição da escravatura deram as suas vidas pela independência da Argentina e de outros países americanos", destaca a nota da Embaixada angolana.

A cidade de Jenín, província de Mendonza, Oeste da Argentina, foi a que mais acolheu negros na época. Por isso, tendo em conta a sua história, as autoridades optaram por realizar o simpósio, designado "África Livre em Mondonza, que acolheu, na sexta-feira, a exposição "Agostinho Neto, uma vida de entrega", prestigiada pela segunda secretária da Embaixada angolana, Maria Margarida Mendes de Carvalho e pelo representante da Fundação Dr. António Agostinho Neto, Ramiro Tellechea.

Os dois representantes foram presenteados com retratos do herói José Francisco de San Martín y Matorras (Yapeyú, 25 de Fevereiro de 1778- Boulogne-sur-Mer, 17 de Agosto de 1850), general argentino e o primeiro líder da parte Sul da América do Sul que obteve sucesso no seu esforço para a independência de Espanha, tendo participado activamente dos processos de independência da Argentina, do Chile e do Peru. 

Angola pretende aproveitar a experiência da Estónia

O director do Instituto de Modernização Administrativa, Meik Afonso, disse que o Governo pretende contar, para este desafio, com a experiência da Estónia, pelo facto de ser uma referência mundial na digitalização, quer como país, quer como Administração Pública.

A Estónia, adiantou, está à frente de todos os rankings e será a primeira vez que especialistas da e-Governance Academy deste país, e não só, participam de uma conferência do género em Angola. "Não queremos fazer o que a Estónia fez, mas sim beber da experiência e ter a sua assistência técnica para adaptá-la à nossa realidade”, frisou Meik Afonso.

A Conferência, a decorrer em formato híbrido, vai contar com a participação do engenheiro George Lopes, fundador do NOSI de Cabo Verde, Ana Bela Pedroso, ex-secretária de Estado de Portugal, representantes do grupo digital Nation (Estónia), Polónia e outros especialistas e instituições, com as quais o Instituto tem tentado promover uma grande aproximação com foco na governação electrónica.

A nível nacional, estão confirmadas a participação do ministro do Comércio e Indústria, na qualidade de orador de um dos painéis, do professor Pedro Teta, representantes da Angola Cables, ENAPP e outros sectores privados como a Deloitte. Com isto, referiu, a organização pretende trazer várias visões sobre o processo de modernização e digitalização.

 

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