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Vice-Presidente refuta acusações de corrupção

O Vice-Presidente do Malawi, Saulos Chilima, rejeitou, este sábado, as acusações feitas contra si pelo Gabinete Anti-corrupção, que levaram o Presidente Lazarus Chakwera a retirar-lhe todos os poderes, devido à impossibilidade legal de o demitir.

26/06/2022  Última atualização 10H45
Chilima na mira da Justiça © Fotografia por: DR

De acordo com a Reuters, o porta-voz da Vice-Presidência, Pilirani Phiri, afirmou que "Chilima toma nota do conteúdo do relatório do Gabinete Anti-corrupção” e acrescentou que "o relatório não apresenta detalhes de alegada conduta criminosa”.

O porta-voz acrescentou que Chilima foi acusado sem provas e criticou que o órgão não tenha apresentado anteriormente as suspeitas sobre Chilima, para este se poder pronunciar durante as investigações, segundo o jornal Nyasa Times.

"Em vez disso, uma narrativa tendenciosa foi sustentada ao longo de vários meses e que incitou o ódio público contra os indivíduos citados, que assistem impotentes enquanto as suas vidas são arruinadas à espera da oportunidade de contarem a sua versão”, disse Phiri. A este respeito, sublinhou que "há um profundo sentimento de falta de justiça” e salientou que "embora os esforços do Gabinete Anti-corrupção mereçam o apoio inabalável de todos”, esta "luta deve ser feita dentro da lei”.

"Um requisito da lei é a presunção de inocência até que um tribunal competente declare a culpa e que as acusações de actos criminosos sejam feitas no âmbito de procedimentos judiciais”, observou.

O porta-voz concluiu afirmando que Chilima "entrou no serviço público para servir os interesses do povo do Malawi e nunca esteve envolvido em tramas perversas ou criminosas, como é sugerido pelo Gabinete Anti-corrupção”. O nome do Vice-Presidente apareceu na lista 'Sattar' do Gabinete Anti-corrupção, que suspeita que Chilima e outros funcionários governamentais e das Forças Armadas e de segurança tenham recebido dinheiro do empresário Zuneth Sattar.

Chakwera venceu as eleições presidenciais de 2020, realizadas depois das de 2019 - nas quais o ex-Presidente Peter Mutharika foi reeleito - terem sido anuladas pelos tribunais devido a irregularidades registadas durante o processo.

Depois disso, o novo Presidente prometeu no discurso de posse no final de Junho de 2020 combater a corrupção no país e pediu ao aparelho judiciário "que faça mais para acabar com a cultura da corrupção e da justiça selectiva”, embora membros do seu próprio Executivo tenham sido envolvidos em escândalos de corrupção. Lazarus Chakwera anunciou em 21 de Junho a retirada de todos os poderes a Saulos Chilima, e a suspensão do chefe de Gabinete da Câmara dos Representantes e do chefe da Polícia por corrupção.

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