Economia

Vias de acesso podem determinar sucesso da colheita no Huambo

Justino Victorino / Huambo

Jornalista

As associações e cooperativas de camponeses, na província do Huambo, clamam pelo melhoramento das vias de acesso, para garantir o escoamento dos produtos do campo para as áreas de maior comercialização.

04/10/2021  Última atualização 09H10
Serviços Prisionais são um exemplo na produção agrícola © Fotografia por: Francisco Lopes | Edições Novembro
Ouvidos pelo Jornal de Angola, tendo em conta o arranque, nos próximos dias, do ano agrícola, os produtores inscritos na União das Associações de Camponeses e Agricultores no Huambo apresentaram inúmeras reclamações. Entre elas ressaltam as dificuldades que dizem enfrentar no escoamento dos produtos. Conforme explicam, as péssimas condições da maior parte das estradas e vias de acesso aos campos agrícolas geram constrangimentos acrescidos. Esta situação tem contribuído para os baixos índices de produção.

Cecília Gamboa e Manuel Vicesse, agricultores residentes no município da Chicala Cholohanga, apelam ao Governo da província para que aumente os investimentos na localidade, para evitar que a produção se estrague por falta de acessos e meios de escoamento.
"Nas comunas de Sambo e Samboto, as vias necessitam, urgentemente, de reabilitação, para que a população camponesa possa comercializar, fora destas localidades, os produtos que recolhem”, citaram, pelo que apelaram ao Governo, através do Gabinete dos Serviços Técnicos e Infra- Estrutura, por uma intervenção no troço.

A falta de água nas áreas de produção agrícola, principalmente na época de cacimbo, foi outra das inquietações apontadas pelos agricultores e camponeses, realçando que "dependemos da chuva para produzir”, disseram. Em período de chuva, garantem, são produzidos milhares de toneladas de produtos diversos, mas a maioria acaba por apodrecer por falta de transportes e as vias se tornam intransitáveis.

Domingos de Oliveira, presidente da cooperativa agrícola "Faz Tudo Pelo Tempo”, no município da Ecunha, ressaltou que "é impossível investir na agricultura”, sem primeiro se resolver os problemas das vias de acesso, porque, disse, "os índices de produção dependem, grandemente, das boas condições das estradas” para o transporte das mercadorias do campo para os principais centros de consumo e mercados.

O feijão, batata-rena, doce, mandioca, tomate, repolho, milho, além das hortícolas e frutíferas, são as culturas que mais se estragam neste processo, uma situação "lastimável”, segundo o responsável.
Abílio Ukwassapi, responsável em exercício da União das Associações de Camponeses e Agricultores no Huambo, afiançou que, apesar dos constrangimentos das vias de acesso, há vontade da parte dos camponeses em trabalhar as terras para garantirem a segurança alimentar das comunidades, sublinhando a falta de investimento, nas vias de comunicação terrestres, como um dos principais impasses no fomento da produção agrícola.

O Governo da Província do Huambo tem previsto, segundo garantia da governadora Lotti Nolika, a intervenção nas estradas secundárias e terciárias, das localidades mais críticas, pelo que já foram disponibilizadas verbas para a reabilitação destas vias de acesso e a construção de  pontes e pontecos.

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