Política

Viana vai ganhar uma unidade com capacidade para 322 camas

César Esteves

Jornalista

O município de Viana, um dos mais populosos da província de Luanda, vai ter, no próximo ano, um Hospital Geral de três andares, construído de raiz, com capacidade para 322 camas, sendo 272 para internamento.

07/05/2022  Última atualização 11H54
Obra, unidade hospitalar © Fotografia por: Kindala Manuel

A unidade hospitalar, cujas obras registam, neste momento, uma taxa de execução física na ordem de 55 por cento, está a nascer no Distrito Urbano do Zango, a poucos metros da Centralidade 5000. A construção está a cargo da empresa austríaca Vamed, líder mundial no segmento médico-hospitalar.

Quando terminar, vai permitir a admissão de 1 200 novos profissionais da saúde, entre médicos, enfermeiros e outros da cadeia de valor, que beneficiarão de uma formação adicional garantida pela construtora.

O hospital, cujas obras iniciaram há sete meses, vai custar ao Estado 125 500 000 euros e a conclusão está prevista para Dezembro do próximo ano.

O Presidente da República, João Lourenço, deslocou-se, na manhã de ontem, ao local, para se inteirar do andamento das obras.

Acompanhado de vários membros do Executivo e do seu Gabinete, visitou, durante uma hora, vários compartimentos do futuro hospital, tendo, no final, deixado o local, em direcção às obras do também Hospital Geral de Cacuaco, sem prestar declarações à imprensa.

Entretanto, na conta oficial do Facebook, o Presidente escreveu que as duas unidades hospitalares, quando estiverem concluídas, vão reforçar o Sistema Nacional de Saúde.

"As famílias terão mais oportunidades para uma assistência de saúde de proximidade”, atestou o Presidente da República, destacando o facto de as obras dos dois hospitais proporcionarem centenas de empregos para os jovens.

Em termos de serviços, o Hospital Geral de Viana vai dispor, entre outros, de uma área de observação com 20 camas, Banco de Urgência com salas de cirurgia em cada sala, sala de reabilitação, consultórios de exame e tratamento, sala de gesso e Raio X.

A área de emergência confina com a de Imagiologia, TAC e Ecografia. Segundo o empreiteiro, a ideia, ao aproximar esses serviços, passa por evitar o tempo de espera dos pacientes que entram na emergência.

O hospital vai contar, ainda, com um bloco operatório com quatro salas cirúrgicas e um bloco de parto com uma sala de cirurgia e cesariana e três salas de parto, além de uma enfermaria de maternidade com berçário.

Nas consultas externas, o hospital dispõe de 16 gabinetes de consultas, exames e tratamentos. O empreiteiro assegurou que o Hospital Geral de Viana vai ser apetrechado com equipamentos de ponta e de maior qualidade que existem, actualmente, no mercado internacional.

"Aliás, todas as técnicas que estamos a usar para a construção do hospital seguem as normas internacionais, que a nossa empresa usa em todo o mundo”, destacou o empreiteiro.

O futuro Hospital Geral de Viana vai ter o foco dirigido na pediatria, estando, por isso, reservado, para essa área, um total de 102 camas de internamento. O contrato com a construtora prevê a permanência dos técnicos da Vamed na unidade, para acompanhamento ao pessoal nacional, durante 24 meses.

O hospital está a ser construído numa área de 25 mil metros quadrados. Até ao momento, já gerou cerca de mil postos de trabalho. Floriano Cambanda, de 26 anos, é um dos jovens que conseguiu emprego nas obras, depois de dois anos parado.

Disse que, com o dinheiro que recebe, consegue suprir várias necessidades da família. "Não foi fácil ficar dois anos sem trabalhar”, lembrou.

Fernando Fonseca, outro jovem admitido nas obras, mostrou-se bastante feliz, por estar a colocar a impressão digital na construção daquele hospital. "Terei muito orgulho em dizer ao meu filho que fiz parte da equipa que construiu o hospital”, frisou, com um sorriso nos lábios.

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