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Vendedores do Mutundo sem água e energia eléctrica

A falta de água potável e energia eléctrica preocupa os vendedores do mercado paralelo do Mutundo, nos arredores da cidade do Lubango, província da Huíla, disse o administrador Nelito Tchilume.

27/01/2020  Última atualização 10H37
Arão Martins | Edições Novembro

O administrador, que prestou a informação durante a visita do governador da Huíla, Luís Nunes, explicou que o mercado do Mutundo está localizado a oito quilómetros da cidade do Lubango, ocupando uma área de mais de oito hectares, onde existem “grandes” ravinas, que precisam de intervenção. 

O mercado, referiu, tem 6.845 lugares, estando 5.942 ocupados e 913 desocupados por falta de adesão dos vendedores, que preferem efectuar a actividade em lugares impróprios. O administrador acrescentou que actualmente se regista o aumento considerável do comércio ambulante, praticado por adolescentes, homens e mulheres, tanto nos mercados como nas ruas e bairros da cidade do Lubango.
“Tal facto pode ser considerado positivo, na medida em que contribui para a redução do desemprego e aumento das rendas das famílias, mas pode ser considerado negativo, a partir do momento em que o exercício desta actividade é praticado por muitos desconhecidos ou por indivíduos que não cumprem as orientações da Administração do Estado, acabando por infringirem as leis e normas que regulam este tipo de actividade comercial”, afirmou.

Milhões de kwanzas
O mercado do Mutundo arrecada mensalmente oito milhões de kwanzas, anunciou o administrador municipal do Lubango, Armando Vieira.
“A população clama por uma série de situações, como a falta de água, energia eléctrica e o melhoramento das áreas de abate de animais. Tomámos boa nota e vamos reagir de imediato.”, garantiu.
Referiu que outra preocupação prende-se com o posto de saúde instalado no mercado, que se torna cada vez mais pequeno. “Vamos ampliar a unidade para melhorar os serviços”, assegurou.
Os vendedores reclamam também o excesso da actuação da fiscalização. Armando Vieira informou que é uma situação que requer uma análise profunda. “Prometemos melhorar as condições de venda no mercado do Mutundo, mas também é preciso que os vendedores colaborem”, exortou o governador da Huíla, Luís Nunes, garantindo que o Governo vai melhorar também outros serviços, apesar da situação económica do país.

 

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