Economia

Vendas ascendem a dois mil milhões de dólares

O valor dos contratos obtidos com a venda de 88 activos no quadro dos Programa de Privatizações (PROPRIV), lançado em 2019, é de 919,84 mil milhões de kwanzas (mais de dois mil milhões de dólares), embora o encaixe do Estado se situe em 534,97 mil milhões, de acordo com números revelados, ontem, em Luanda.

16/06/2022  Última atualização 07H55
LEG; IGAPE apresenta privatização parcial do BAI como uma das operações melhor sucedidas do PROPRIV © Fotografia por: DR
O presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações de Estado (IGAPE), Patrício Vilar, considerou, no fim da 3ª Reunião Ordinária da Comissão Interministerial para a Implementação do Programa de Privatizações (CNI-PROPRIV), que o balanço das vendas é positivo, representando 67 por cento dos activos a privatizar no quadro do programa que é concluído este ano.   

Até ao final do ano, está prevista a privatização dos 44 processos remanescentes, ao abrigo do programa preconizado para quatro mas que, segundo Patrício Vilar, "a rigor”, não decorreu por mais de três, depois de ter iniciado, em finais de 2019..

"Temos 2020 e 2021 e alguns meses de 2019. Estamos agora em 2022, então penso que, considerando esse facto cronológico, não há mínima dúvida de que temos uma boa taxa e, relativamente ao valor, é um valor significativo”.

Entre os activos privatizados contam o capital integral do BCI e a participação de 10 por cento detida de forma indirecta pelo Estado no BAI, bem como produtoras de plástico e embalagens, serviços de galvanização, produção vegetal e animal, têxteis, sacos de plástico, agro-transformação, vedações de arames e outros.

Os 44 processos previstos para conclusão até ao final do ano inclui a participação do Estado no Banco Caixa Geral de Angola (BCGA), Sonangalp, Bolsa da Dívida e Valores de Angola (BODIVA) e a TV Cabo, além de activos na Zona Económica Especial (ZEE).

Contam-se, ainda, a cimenteira Secil Lobito, e Unidades Industriais do Universo do grupo CIF, a participação na construtora Mota Engil, a Fazenda de Sanza Pombo e a Fábrica de Farinha de Milho, no Cubal.

 Primeiro campeonato

O presidente do Conselho de Administração do IGAPE apontou para a tendência da opção pelas privatizações em bolsa, afirmando que, "cada vez que se faz uma operação em bolsa esse valor tende a subir exponencialmente”.

De acordo com Patrício Vilar, só com a operação do BAI, o valor subiu "quase 100 mil milhões de kwanzas, o que significa que temos aqui ainda uma margem de produção significativa à medida que formos fazendo as operações em bolsa”.

"Agora é que começamos com maior número de empresas do primeiro campeonato. Já tínhamos começado este primeiro campeonato com as têxteis, as cervejeiras, com a Puma Energy também, e agora junta-se o BAI e juntar-se-á rapidamente as empresas que referi em bolsa, portanto, este valor tende a aumentar significativamente”, destacou.

A 3ª Reunião Ordinária de 2022 da (CNI-PROPRIV) contou com a presença de representantes de departamentos ministeriais e entidades envolvidas na concretização do PROPRIV, com objectivo de analisar o nível de execução do referido programa.

O PROPRIV tem como objectivo promover a concorrência, eficiência e competitividade da economia nacional, pela redução da participação do Estado na economia e a promoção de condições favoráveis à iniciativa privada, ao investimento estrangeiro e a aquisição de "know-how”, além do redimensionamento do Sector Empresarial Público.

Quando foi concebido, o programa previa a privatização de 195 activos, mas, ao longo da execução, foram excluídos 70, com o que ficou totalmente resumido 138 activos.

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