Economia

Venda directa de divisas à banca facilita normalização cambial

A venda directa de divisas das empresas petrolíferas aos bancos comerciais angolanos, processo iniciado nesta quinta-feira (02 de Janeiro), vai facilitar a normalização do mercado cambial nacional, afirmou hoje o consultor empresarial Galvão Branco.

03/01/2020  Última atualização 20H20
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 Segundo Galvão Branco, que falava à Angop, a venda directa de dólares das companhias petrolíferas à banca, sem a intermediação directa do Banco Nacional de Angola (BNA), vai permitir ao mercado estabelecer o preço real entre a procura e oferta da moeda e não administrativamente como acontecia antes.

A medida de as petrolíferas venderem directamente as suas divisas à banca comercial foi adoptada a 29 de Novembro de 2019, na última reunião do Comité de Política Monetária do BNA.

Com essa medida, que visa consolidar o mercado de câmbio liberalizado desde 23 Outubro último, Galvão Branco disse esperar que o mercado funcione e que as moedas em transacção tenham o seu real valor, facilitando as relações do país com o exterior.

A partir de agora, na sua óptica, estão criados os mecanismos para regular o mercado de forma mais transparente e mais ajustada a realidade económica do país.

“Essa era uma questão que de facto faltava, acabar com a intervenção directa do BNA sobre a taxa cambial”, sublinhou.

Na sequência da decisão do BNA, de liberalizar o mercado cambial, os bancos comerciais foram também orientados a não restringirem a movimentação das contas dos clientes em moeda estrangeira.

O objectivo é normalizar o mercado cambial, com a redução da intervenção directa do BNA, aumento do número de participantes do lado da oferta e a dinamização do mercado cambial interbancário.

Com base nas decisões adoptadas a 29 de Novembro último pelo Comité de Política Monetária, o BNA cessa a aquisição de moeda estrangeira às companhias petrolíferas, devendo estas passar a vendê-las directamente aos bancos comerciais.

O BNA decidiu também reduzir o limite da posição cambial dos bancos comerciais de 5% para 2,5%, com efeitos desde quinta-feira (2 de Janeiro).

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