Opinião

Venda de carne

Está a aumentar em Luanda a venda de carne em locais que antes eram cantinas. Não acredito que haja nessas antigas cantinas condições para venda de carne fresca que sai de matadouros.

12/08/2019  Última atualização 09H57

Espero que os órgãos de inspecção de actividades económicas visitem esses "talhos", para saberem se de facto estes vendem nas condições exigidas pela lei. Tenho mais de cinquenta anos e sei que um talho deve ter câmaras frigoríficas adequadas para a conservação da carne que é comprada em matadouros. Nessas cantinas, a carne é colocada em pequenas arcas e não se sabe se é certificada por serviços de veterinária. Acho que é urgente que se inspeccione esses ditos “talhos”, para se evitarem doenças. Há quem queira fazer o negócio da carne sem ter muitos custos, pondo em risco a saúde e mesmo a vida de consumidores. Esses talhos improvisados encontram-se geralmente em bairros suburbanos, onde pessoas com baixos recursos e sem muitas alternativas compram carne que aí é vendida em condições inapropriadas.
Marcelina Afonso | Bairro Prenda

 Merenda escolar
Dentro de alguns meses vai ser discutido e aprovado pelo Parlamento o Orçamento Geral do Estado para 2020. Tenho esperança de que nesses Orçamento estejam inscritas verbas para a merenda escolar a distribuir em escolas públicas. Num país como o nosso, em que há graves problemas de subnutrição e em que é preciso proteger particularmente as crianças, faz sentido que o Estado afecte verbas consideráveis para dar merenda a muitos milhares de crianças do nosso vasto país. Há famílias que não têm rendimentos suficientes para ter três refeições por dia. É importante que os que nos governam conheçam bem a realidade do nosso país e tomem com celeridade as medidas destinadas a atenuar os graves problemas que temos. Deram-se no passado alguns passos para a distribuição de merenda escolar em estabelecimentos de ensino primário do Estado. Não conheço as razões por que se parou com esse programa, mas era bom que ele fosse retomado, sobretudo agora que as famílias passam por muitas dificuldades financeiras.
Gervásio António | Rangel

Governantes e governados
Gostei de saber que o governador provincial de Luanda visitou sem aviso prévio vários hospitais, tendo constatado irregularidades que não eram do conhecimento dos cidadãos. É bom que os governantes saiam regularmente dos seus gabinetes e vão saber como os serviços do Estado são prestados aos cidadãos. Se os governantes visitarem mais vezes, e de preferência sem aviso prévio, os diferentes serviços públicos, hão-de deparar-se com muitas situações lesivas do interesse público. Que os governantes não se limitem a ler relatórios, que por vezes não transmitem a real situação deste ou daquele serviço. Mente-se muito no nosso país. Há gestores públicos que omitem informação para enganar os seus superiores hierárquicos, para tirar disso um qualquer proveito, prejudicando a comunidade. É preciso proteger a comunidade. Os bens do Estado devem servir as populações e não pessoas que no exercício das suas funções satisfazem apenas os seus interesses pessoais. Os governados merecem respeito. Quem não quer trabalhar em prol do bem-estar dos cidadãos não deve ocupar cargos públicos. Uma pessoa que é insensível ao sofrimento dos cidadãos não deve ser servidor do Estado.
Linda João | Cassequel

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