Sociedade

Vandalização de bens preocupa governador

Kayila Silvina | Mbanza Kongo

Jornalista

A vandalização de alguns bens públicos em obras sociais inacabadas, na cidade de Mbanza Kongo, província do Zaire, protagonizada por elementos desconhecidos, está nas grandes preocupações do governador Pedro Makita Júlia.

13/01/2022  Última atualização 08H10
Carteira de projectos sociais do PIIM no Zaire, iniciada em Maio de 2020, contempla 91 acções © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro| Mbanza Kongo
O governador manifestou ontem o seu desagrado, no término de uma visita de campo que realizou aos vários projectos sociais, inseridos no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).


Entre as obras visitadas pelo governador do Zaire, constam as futuras instalações da Televisão Pública de Angola (TPA), as instalações da Direcção Provincial dos Serviços de Investigação Criminal e uma escola primária localizada no Bairro 11 de Novembro.

De acordo com Pedro Makita Júlia, as obras de uma escola primária, de doze salas de aula, do referido bairro, terminaram em 2017 e apenas faltava o apetrechamento, para que entrasse em funcionamento.

Com a vandalização o processo volta à "estaca zero” e, para o governador, "o povo angolano tem de ter consciência e passar a respeitar o bem público, por proporcionar o bem-estar social e servir gerações de hoje e vindouras”.

Para evitar futuras vandalizações, Pedro Makita Júlia garantiu o asseguramento dos referidos projectos e infra-estruturas, através de empresas de segurança privadas contactadas pelo Governo Provincial.

Durante a visita de campo, o Jornal de Angola constatou que a retoma das obras de reabilitação e consequente apetrechamento do edifício da Direcção dos Serviço de Investigação Criminal do Zaire está orçada em 144 milhões de kwanzas e o nível de execução equivale à 90 por cento.

Por sua vez, a conclusão da Escola Primária do Bairro 11 de Novembro deve custar ao Estado 120 milhões de kwanzas, enquanto a conclusão das futuras instalações da TPA está avaliada em 47 milhões.

O director do Gabinete Provincial de Infra-estruturas e Serviços Técnicos do Zaire, André Divino Malufuene, garantiu a conclusão das referidas obras num espaço de quatro meses, uma vez que já há componente financeira no quadro das tarefas do PIIM.

Conforme frisou, as empresas contratadas foram achadas num concurso público e já viram amortizados os primeiros 15 por cento. "Os pagamentos foram disponibilizados e estão em condições de executar os seus trabalhos, nos prazos estabelecidos nos contratos”, disse André Divino Malufuene.

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