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Uruguai quer conter onda de violência

O Uruguai sofre uma onda de homicídios que levou o Governo a “redobrar” os esforços para combater um nível sem precedentes de violência ligada ao narcotráfico no país sul-americano, que se tornou um importante ponto de trânsito de drogas nos últimos anos.

13/05/2022  Última atualização 07H15
Polícia uruguaia promete mais acção contra os narcotraficantes © Fotografia por: DR
Após uma reunião com o Presidente Luis Lacalle Pou, na quarta-feira, o ministro do Interior, Luis Alberto Heber, afirmou que "os esforços da Polícia serão redobrados na luta, sem recuar um centímetro”. 
Heber pediu ao Presidente que inclua no orçamento um aumento para os polícias, para "mais veículos e mais alguns procuradores” para lidar com a violência que é produto do "confronto entre gangues de narcotraficantes”. O ministro afirmou que Lacalle Pou apoiou o seu plano, que não especificou.  No fim de Abril, Montevidéu viveu um dos episódios mais macabros. 

Primeiro um tronco, depois uma cabeça e mais tarde os membros inferiores e superiores, todos da mesma pessoa, apareceram em diferentes partes da cidade em pouco mais de uma semana. 

A situação no país agravou-se na última semana e meia, período em que foram encontrados 14 corpos. Os quatro últimos, entre terça e quarta-feira, no bairro de Peñarol, na capital. 

Três dos cadáveres estavam carbonizados, e um deles também foi desmembrado, um nível de violência desconhecido no Uruguai. 

Para a oposição, Heber "não está à altura”, criticou o senador Enrique Rubio, da Frente Ampla, em entrevista a uma emissora local. 

O sociólogo e pesquisador Leonardo Mendiondo estimou que as medidas de fortalecimento da Polícia e o aumento do patrulhamento não servirão para coibir o crime de tráfico de drogas. "Isso não se resolve com mais polícias e mais viaturas, mas sim com uma maior compreensão dos crimes, pela investigação das modalidades dos delitos (...) Mais mão pesada e mais repressão não vão nos ajudar a sair de onde estamos”, disse à AFP. 

Para Mendiondo, o problema não é novo, mas vem sendo cozinhado há décadas, ainda que o número de mortes violentas no país tenha sofrido um aumento.

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