Economia

Unitel e Huawei atribuem prémios a startups

A Tecno Society foi considerada a melhor startup do Fórum Internacional de Tecnologia e Comunicação-Angotic 2024, pelas empresas da Unitel e Huawei.

16/06/2024  Última atualização 07H56
A bicicleta que funciona com serviço 5G foi um dos atractivos do stand da Unitel © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro

Foram também premiadas, por ordem do pódio, as startupsda Agiliza Ao, Scrath 4 Kids, Tec-Micro e Panorama.

As startups foram premiadas pelo seu nível de desenvolvimento tecnológico, inovação, potencial comercial e impacto social.

O prémio da Unitel é composto por leptops, tablets e a disponibilizou a cada startup o acesso a plataformas para cursos on-line.

Enquanto a Huawei, emitiu certificados pelas tecnologias de informação da Huawei com treinamento, vai dar, ainda, apoio promocional e parceria para realização de eventos, no âmbito dos projectos das Startups, atribuiu um ano de telecomunicações grátis e incubação pela incubadora Unitel Go.

O director de Marketing da primeira startup vencedora, Tecno Society, explicou que actuam em três ramos, nomeadamente, inteligência artificial, desenvolvimento de software e marketing digital.

Calandula Mungongo esclareceu que a nível da inteligência artificial, oferecem um serviço de assistente virtual, incluindo a dinamização da comunicação interna e para os clientes da empresa.

Apontou também que trabalham com resoluções de investimentos mobiliários, fazendo projecção de preços de casas, para que os futuros compradores possam ter dados suficientes do imóvel.

O representante da startup acrescentou que oferecem serviços de telecomunicações, para analisar o fluxo de clientes, para que tenham dados credíveis dos seus clientes, sendo que com o marketing digital fazem quase tudo.

"Estamos felizes com o reconhecimento da Unitel e da Huawei, porque nos faz elevar os esforços e pensar em nunca desistir”, disse o jovem.


Startups apresentam balanço positivo

As startups que marcaram presença na 4ª edição da Feira Internacional de Tecnologias Angotic-2024 manifestaram ontem, em Luanda, satisfação pela participação e conquistas obtidas durante o evento. 

Fábio Francisco, um dos responsáveis da startup de artesanato, denominada Quinta Ngunza, disse que a sua empresa conseguiu fechar parceria com a GoStudio, para publicitar os seus serviços, foram, ainda, convidados aparticipar na feira ecológica, que acontece em Setembro, deste ano, na província do Bengo.

O jovem revela que conseguiu vender dois quadros, uma pedra esculpida com os símbolos da Unitel e uma iluminária constituída por paus bambu. De acordo com Fábio Francisco, o evento superou as expectativas, " viemos fazer conexões e parcerias”, disse.

O grupo Quinta Ngunza existe há dois anos e é composto por 15 elementos, tem como objectivo expandir a literacia artística dentro do mercado nacional e levar a arte de uma forma turística no interior do país.

A ideia da startup surgiu depois que o grupo descobriu o talento de cada membro e decidiram criar uma comunidade de artista, que deu origem a startup Quinta Ngunza.

Todas as vendas feitas dentro da Quinta Ngunza, explicou, o dono da obra em casa, dá 10 por cento para a manutenção da startup, o restante dos ganhos pertence aoautor da obra. Os elementos do grupo  estão divididos por profissionais que fazem artes plásticas, artesanal, designer de interior e gráficos.

A Schekinah Fotos, uma das startups, também, presente no Angotic, apresentou quadros fotográficos feitos com material reciclado.

O gerente e designer gráfico Bahati Kamono, que participa pela segunda vez,  no Angotic, considerou que o espaço foi uma oportunidade para criar conexões e dar grandes passos no mercado.

De acordo com o responsável, a ideia de reciclar plásticos para produzir quadros, surgiu da necessidade de garantir que as pessoas tenham momentos fotográficos  eternizados em quadros resistentes a água.

Bahati Kamono explicou que para solicitar os serviços, os cliente precisam apenas enviar uma fotografia com qualidade e a moldura, disse ainda, que o quadro tem uma cola dupla, que facilita a colagem na parede sem precisar danificar.

Waldina de Lassalete


Desportistas no palco do Angotic/2024

O treinador Miller Gomes e o árbitro assistente de futebol Jerson Emiliano estiveram, ontem, no palco do Angola ICT Forum 2024 - ANGOTIC, por sinal, o último dia do evento, para apresentar "O Impacto da Tecnologia no Desporto”, num jogo extra moderado pelo jornalista Mário Júlio Afonso.

Jerson Emiliano, o árbitro assistente angolano mais internacional e premiado, destacou positivamente o impactado da tecnologia no desporto mundial nas diferentes modalidades.

O árbitro citou o Futebol, Atletismo, Natação como exemplo de modalidades que têm utilizado tecnologias nos diferentes processos de desenvolvimento desportivo.

Um dado partilhado, por exemplo, é o da necessidade de média de 100 mil euros para a instalação da tecnologia de linha de golo do futebol.

O director Técnico da Federação Angolana de Futebol, o treinador Miller Gomes, disse que a tecnologia tem trazido ao desporto novas realidades, interactividade e também inovações.

Sobre o tempo e custos com a implantação de tecnologias no Desporto angolano e o futebol em particular, sugeriu o faseamento das etapas à semelhança da regra de obrigatoriedade de campos relvados para o futebol. Apontou o prazo de cinco anos como tempo ideal para que determinadas tecnologias fossem já implementadas, tipo videoarbitro, linha de golo, gps, chip na bola, por exemplo.

Relativamente aos custos, que entende serem altos ainda, Miller Gomes é de opinião que o Estado deve intervir numa primeira fase, para criação das bases e permitir que a posterior o mercado possa operacionalizar-se.

O painel "O Impacto da Tecnologia no Desporto” recebeu contribuições da plateia, que entre o inovar e o conservar indicaram a necessidade de o desporto seguir os adventos tecnológicos sem perder a essência, a paixão e o naturalismo que carrega.

Isaque Lourenço


Iniciativas fomentam auto-emprego

Numa outra perspectiva, foi notável a aposta na capacitação do capital humano e a promoção do auto-emprego  como dos principais desafios a nível do país.

O Centro de Investigação Académica Pós-Graduado "Samayonga”, destinado à formação profissional,  surgiu nessa perspectiva, a fim de direccioná-los ao mercado de trabalho para despertar novas iniciativas.

A secretária executiva do projecto,  Benilda Avelino, explicou que o Centro existe há três anos e já formou mais de 500 jovens, no país.

"Temos parceiros em outros países,  como Cuba, Rússia,  Bélgica e Brasil”, avançou.

 


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