Política

UNITA reconhece incumprimento das regras em actos políticos no país

O maior partido oposição angolana, UNITA, assumiu hoje, (28), culpa no "incumprimento" das medidas de biossegurança, em actividades políticas de massa, em fase de pandemia da Covid-19 e exortou as outras forças políticas a "darem a mão à palmatória" e a "obedeceram" às regras sanitárias impostas pelo estado de calamidade pública.

28/06/2021  Última atualização 21H26
Presidente da bancada parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaca © Fotografia por: DR
Esse reconhecimento foi manifestado pelo presidente do grupo parlamentar daquela força política, Liberty Chiyaka, que afirmou que os angolanos, dirigentes e deputados investidos de responsabilidades de Estado, devem assumir a sua responsabilidade.
Liberty chiyaca refere, igualmente, ser necessário fazer tudo para que a sociedade de uma forma geral, partidos políticos sejam eles a UNITA, MPLA ou outros partidos, possam respeitar as leis, porque afinal está em causa a saúde pública e, quanto a isso, é preciso dar a "mão à palmatória", disse hoje o responsável político, em conferência de imprensa. 
"Os partidos políticos que realizam actividades políticas sem respeitar as regras de biossegurança devem fazer tudo para que se possa corrigir aquilo que está mal", ressaltou. 
Vários partidos políticos no país, sobretudo a UNITA e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), são acusados e criticados pela sociedade civil de "violação sistemática"das regras de biossegurança em actividades políticas de massa.
Liberty Chiyaka, falava hoje à imprensa aquando da apresentação do projeto de lei sobre a Liberdade de Reunião e de Manifestação, que visa revogar o diploma de 1991 e travar, igualmente, as alegadas manifestações financiadas.
"Não vamos entrar agora na especulação, os angolanos sabem aquilo que tem acontecido, a história de muitas manifestações que não foram realizadas porque os seus promotores talvez tenham sido corrompidos, infelizmente persegue a nossa história política recente", salientou. 
 Para a UNITA, a lei vigente sobre a liberdade de reunião e manifestação é inconstitucional e precisa de ser revogada, facto que motivou a formação política a elaborar o projecto remetido hoje ao gabinete do Presidente da Assembleia Nacional. 

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política