Política

UNITA realiza congresso no dia 4 de Dezembro

André Sibi

Jornalista

A primeira reunião extraordinária da Comissão Política da UNITA convocou, para o dia 4 de Dezembro, o XIII Congresso Ordinário, para a eleição do sucessor do actual presidente, Isaías Samakuva.

21/10/2021  Última atualização 08H05
Samakuva orientou a reunião © Fotografia por: DR
O congresso tinha sido realizado em Novembro de 2019, mas o Tribunal Constitucional considerou-o "sem efeitos", "por violação da Constituição, da Lei e dos Estatutos". No essencial estava o facto de, à data do conclave, o candidato Adalberto Costa Júnior, então com dupla nacionalidade, não ter apresentado, tempestivamente, um comprovativo sobre a perda da nacionalidade portuguesa.

 Os participantes à reunião da Comissão Política concluíram que o acórdão nº 700/2021 do Tribunal Constitucional "é político e encerra uma armadilha política para se alcançar um objectivo político, o de dividir a UNITA, travar o amplo movimento social para a mudança e inviabilizar a alternância do poder".

 No comunicado final, lido por Clarice Caputo, o órgão deliberativo da UNITA nos intervalos entre congressos considera haver "retrocesso do Estado de Direito e Democrático em Angola" e acusou o MPLA de "sequestro das instituições da República, por intermédio dos serviços secretos e dos gabinetes de acção psicológica".
 
 A UNITA diz ter tomado "boa nota" e se solidarizado com a posição tomada pela Conferência Episcopal de Angola e São Tomé(CEAST), na última plenária anual, ao apelar à contenção dos partidos para que haja um bom ambiente político.
 Apela aos maiores de 18 anos a actualizarem o registo eleitoral, com vista a capacitarem-se para o voto e "protagonizarem a alternância democrática, em 2022".

 Manifesta solidariedade com as populações do Sul de Angola, severamente atingidas pelas consequências da seca e apela para que esta calamidade seja um factor de efectiva irmandade e não usada para fins político-partidários.


  Jornalistas denunciam intimidação

Jornalistas de órgãos públicos e privados de comunicação social denunciaram, ontem, em Viana, Luanda, actos de intimidação protagonizados por supostos militantes e simpatizantes da UNITA.

Segundo a Angop, o facto ocorreu quando os visados tentavam reportar sobre a reunião da Comissão Política da UNITA, que definiu a data do Congresso Ordinário do partido que vai eleger a nova direcção, depois da destituição do elenco saído do conclave de 2019.
A Angop cita  jornalistas da Televisão Pública de Angola (TPA) que terão, inclusive, sido alvo de "agressão e arremesso de pedras", denúncias ainda não confirmadas pela Polícia Nacional.

Os profissionais disseram que tiveram de ser escoltados por agentes da ordem para poderem sair ilesos do local da reunião, onde militantes da UNITA se manifestavam, na parte exterior, exigindo a recondução de Adalberto Costa Júnior.

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, condenou os actos de agressão, sublinhando que os jornalistas não podem ser molestados e intimidados no exercício das suas funções. O sindicalista disse ter mantido um encontro com os "manifestantes" da UNITA e recebeu garantias de que actos do género não voltarão a ocorrer.

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