Política

UNITA quer transformar Cuanza-Norte num dos maiores centros logísticos do país

Manuel Fontoura | Ndalatando

Jornalista

O líder da UNITA prometeu, esta terça-feira, em Ndalatando, Cuanza-Norte, caso vença as eleições de 24 deste mês, transformar esta província num dos centros logísticos do país, justificando ser uma região com imensas terras aráveis e rica do ponto de vista agro-pecuário.

17/08/2022  Última atualização 08H00
Adalberto Costa Júnior apresentou as linhas de força do partido para desenvolver o corredor que passa pelo Cuanza-Norte © Fotografia por: Manuel Fantoura | Edições Novembro

Adalberto Costa Júnior, que discursava no acto político de massas, disse não entender as causas do fraco desenvolvimento da província, quando viaturas e caminhões de carga com destino ao Sul e Norte do país passam, obrigatoriamente, pelo Cuanza-Norte.

O político defendeu, por isso, o estabelecimento de um centro logístico no Cuanza-Norte,  de modo a tornar a região numa importante cadeia de suprimentos, na qual diferentes operadores logísticos partilhem espaço para criar sinergias, com vista o aumento da produção e produtividade.

O candidato a Presidente da República pela maior organização política da oposição do país  voltou a defender "reformas profundas" no aparelho de Estado, aproximando, cada vez mais, o  cidadão do governante, com vista a garantir uma governação mais participativa e independente.

"A intenção da UNITA é alcançar o poder para, de forma sábia e inequívoca, realizar a Angola de todos e para todos", afirmou o líder do Galo Negro, lembrando que o manifesto eleitoral do partido  contém, no seu guião, todos os componentes do futuro que se pretende para o país", referiu Adalberto da Costa Júnior.

O líder do "Galo Negro" defendeu a manutenção da paz e o diálogo permanente entre todas as forças vivas do país. Manifestou-se preocupado com o estado de degradação das vias rodoviárias em muitas regiões do país, mas reconheceu, por outro lado, que "algumas" estradas estão melhoradas e foram construídas escolas, universidades, postos médicos e  sistemas de abastecimento de água. Ainda assim considerou serem "muito poucas" realizações ao  longo de  47 anos de Independência e 20 de paz efectiva.

Adalberto Costa Júnior manifestou-se preocupado com o facto de 80 por cento dos jovens que concluíram a licenciatura no país  continuarem desempregados. Referiu que as mulheres  merecem atenção a todos os níveis, para que possam ter força para cuidar do seu lar e dos filhos.

O político recordou, caso o seu partido vença as eleições, dedicar maior atenção ao parque industrial na província do Cuanza-Norte, sobretudo na vila do Dondo, direccionando grandes investimentos para a região.

 

Sociedade civil informada sobre manifesto eleitoral

Membros da sociedade civil em Malanje foram informados, ontem, sobre as linhas de força do manifesto eleitoral da UNITA.

O politólogo Anselmo Candambula, que falava em representação do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior,  disse que o documento aborda aspectos ligados à vida política, social e económica do país.

Acrescentou que o manifesto eleitoral da UNITA contempla a inclusão e a participação de todos os angolanos. Anselmo Candambula referiu que uma das linhas de força tem a ver com o combate à fome e à pobreza.

O também professor universitário disse, ainda, que o desenvolvimento da indústria do turismo e captação de investimento estrangeiro constam no manifesto do partido.

O político destaca, ainda, o pagamento de 150 mil kwanzas como salário mínimo nacional, bem como a dignidade e valorização da pessoa humana como sendo novidade do manifesto eleitoral. Anselmo Candambula defende, também, uma melhor distribuição da riqueza nacional, para gerar renda digna às famílias. A UNITA está a trabalhar nos actos de massas para conquistar o maior número de votos.

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