Política

UNITA propõe salário mínimo na ordem de 150 mil Kwanzas

A UNITA, maior partido da oposição, propõe, como salário mínimo, caso vença as Eleições Gerais de Agosto, 150 mil kwanzas evolutivos de maneira a aumentar o poder de compra dos cidadãos.

03/08/2022  Última atualização 08H29
© Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro

Os dados constam do manifesto eleitoral chamado Governo Inclusivo e Participativo do Galo Negro, apresentado recentemente aos eleitores e que o Jornal de Angola teve acesso.

"Garantir um salário mínimo da Função Pública na ordem dos 150 mil Kwanzas evolutivos e aumentar o poder de compra", refere o manifesto eleitoral da UNITA designado por Governo Inclusivo e Participativo (GIP). Entretanto o salário mínimo está estabelecido em 65 mil Kwanzas.

Na primeira página, sob o título "Combate à Pobreza e à Fome", o programa prevê garantir a estabilidade na Função Pública, mantendo e valorizando os funcionários públicos, bem como melhorar as condições de trabalho, salário condigno  e qualidade de vida.O Governo da UNITA, na condição de vencedor das eleições de 24 de Agosto, deverá criar um ambiente de negócios favorável à atracção de investimentos, empreendedorismo e massificação do emprego. O projecto do Galo Negro prevê reabilitar e potenciar os pequenos e médios empresários, assim como criar centros de formação profissional nas comunas, distritos e sectores para dotar a juventude com competências e habilidades exigidas  no mercado de trabalho.

Segundo o programa de Governo da UNITA, a criação de incubadoras de emprego com vista a acompanhar a formação e a qualificação dos jovens para facilitar o seu direccionamento e inserção no mercado de trabalho constituem prioridade. O combate à pobreza e à fome, de acordo com a UNITA, tem em vista a adopção de uma política monetária que permita a estabilidade sustentável da moeda nacional com medidas que incluam o aumento da produção interna e a redução das importações.

O partido fundado por Jonas Savimbi em 1966, no Muangai, na província do Moxico, almeja igualmente, caso ascenda ao poder, rever o Decreto Presidencial nú-mero 161/18, que proíbe as importações de viaturas em segunda-mão e outros produtos. Na vertente da produção do campo, segundo o projecto  do "Governo Inclusivo e Participativo", o Galo Negro propõe-se construir e reabilitar as estradas, e as vias que ligam os centros de produção aos centros de distribuição e mercados. Nesta vertente, a UNITA admite recensear as terras aráveis e distribuí-las aos agricultores para a sua devida exploração. "O combate à pobreza e à fome tende a subvencionar a importação dos meios de produção, fertilizantes e sementes, para chegarem aos agricultores a preços acessíveis."

A formação dos agentes técnicos da agricultura e pecuária junto das comunidades para incentivar e promover uma agricultura familiar de subsistência, sustentável e rentável, faz parte dos objectivos da UNITA para o quinquénio 2022 a 2027.

De acordo com o manifesto eleitoral do Governo da UNITA, o partido liderado por Adalberto  Costa Júnior pretende a criação de pequenas unidades de indústrias transformadoras próximas dos principais centros de produção. "Impulsionar a produção da cesta básica de forma consistente e garantir as três refeições mínimas por dia", refere o documento, para acrescentar que se deve igualmente garantir às crianças a merenda escolar e a criação de um plano emergencial assistencialista.
Joaquim Cabanje João Constantino | Cuito

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