Política

UNITA promete investir na exportação de produtos agrícolas

Armando Sapalo | Dundo

Jornalista

O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, prometeu, quinta-feira, no Dundo, província da Lunda-Norte, investir no aumento da produção interna, com vista a promoção da exportação de produtos agrícolas.

12/08/2022  Última atualização 06H15
Líder do galo negro, Adalberto Costa Júnior, apresentou as linhas de força do manifesto eleitoral © Fotografia por: Benjamin Cândido | Edições Novembro

Ao intervir no acto político de massas, realizado no quadro da campanha eleitoral, Adalberto Costa Júnior justificou que a aposta no fomento da agricultura e o incentivo à exportação visa, essencialmente, assegurar a dinamização da economia e contribuir no fortalecimento do empresariado nacional.

Durante o encontro com o eleitorado, que marcou a última etapa da digressão à Lunda-Norte, o cabeça-de-lista do galo negro apontou a necessidade da redução "excessiva da dependência à  importação, garantia da segurança alimentar e nutricional como uma das metas para o sector da Agricultura do país”.

O programa e manifesto eleitoral da UNITA, segundo Adalberto Costa Júnior, reserva acções viradas para o aumento da capacidade agrícola, como ponto de partida para a industrialização, a fim de colocar Angola entre os maiores exportadores de bens alimentares do continente africano.

Na região Leste do país, particularmente na Lunda-Norte, o candidato da UNITA a Presidente da República garantiu que vai apostar na revitalização do cultivo do arroz e de outros cereais, através da recuperação dos antigos campos que no passado pertenceram à então Companhia de Diamantes de Angola (DIAMANG), como forma de abrir pontes para a diversificação da economia.

"Além do diamante, a Lunda-Norte tem outras riquezas que devem ser exploradas. No passado, por exemplo, aqui se produzia muito arroz, que até abastecia outras zonas do país, a partir dos campos agrícolas que pertenciam à Companhia de Diamantes de Angola. O programa da UNITA ambiciona a dinamização da agricultura desta região”, declarou.

Para a UNITA, o investimento nas vias de comunicação, como estradas nacionais, secundárias e terciárias "é fundamental para assegurar o escoamento dos produtos do campo "para os  grandes centros  de consumo.

 

Confiança no voto

Adalberto Costa Júnior acredita que com base no trabalho de mobilização, até agora efectuado pela coordenação da campanha eleitoral da UNITA, eleva a confiança do voto, sobretudo da juventude, no partido e no seu candidato. Afirmou que a campanha eleitoral nas distintas províncias para a apresentação das linhas gerais do programa e manifesto eleitoral, denominado Governo Inclusivo e Participativo (GIP), tem sido marcada com o voto de confiança que a juventude deposita no partido que dirige.

Adalberto Costa Júnior reafirmou que um eventual governo da UNITA vai trabalhar para a criação de um Tribunal Eleitoral, como órgão encarregue de garantir a transparência de todo o processo ligado às eleições.

Além do acto de massas, Adalberto Costa Júnior reuniu, também, com a sociedade civil do Dundo, a qual transmitiu que a UNITA propõe a atribuição de um subsídio remuneratório de isolamento para os funcionários públicos, sobretudo do sector da Saúde que trabalham nas localidades afastadas das sedes urbanas.

  Forças de segurança vão se manter nos seus postos de trabalho

Joaquim Cabanje

A UNITA, caso vença às eleições, vai manter nos seus postos de trabalho todos aqueles que trabalham na Função Pública, assim como os membros das Forças de Defesa e Segurança do Estado.

A revelação foi feita, ontem, em Luanda, por Rafael Massanga Savimbi, num acto de massas, realizado no distrito urbano do Kalawenda, município do Cazenga.

De acordo com Rafael Savimbi, os angolanos que trabalham na Função Pública são compatriotas e vão continuar nos seus postos de trabalho, num Governo da UNITA.

"Uns dizem que se a UNITA ganhar eleições, os funcionários públicos serão corridos. É mentira. Os angolanos que trabalham na função pública são nossos compatriotas e vão continuar nos seus postos de trabalho”, enfatizou Rafael Savimbi.

Ao se dirigir para as forças de defesa e segurança, Rafael  Massanga assegurou que este contingente, com efectivos das Forças Armadas, Polícia Nacional e Serviços de Inteligência deverão se manter nos postos de trabalho.

"Nós fizemos a nossa marcha. Alguns pensam que houve perda de tempo. Nós dizemos que não. A nossa marcha foi para observar o modo de vida das nossas populações.  Estamos a conviver convosco, porque só se pode resolver os problemas quem os conhece”, elucidou o político.

Segundo o coordenador de acompanhamento do Golo Negro para o Cazenga, a marcha se enquadra na governação de proximidade, um pressuposto necessário para que haja eleições autárquicas. "É por isso que nós continuamos a defender a necessidade de realização de eleições autárquicas. Uma vez  na liderança do poder político, um ano depois vamos realizar as eleições autárquicas”, assegurou.

Segundo o também secretário para os Assuntos Exteriores da UNITA, a  governação a partir de Luanda, não permite resolver os pequenos problemas locais.

Empenho na lisura  do processo eleitoral

Arcângela Rodrigues

O secretário nacional dos Assuntos Eleitorais da UNITA, Faustino Mumbika, afirmou, ontem, em Luanda, que o partido continua determinado em fazer de tudo para que haja lisura e exactidão no processo eleitoral.

Estas declarações foram apresentadas durante a conferência de imprensa, onde foi feito um balanço sobre o processo eleitoral realizado até agora. Segundo o responsável, que apontou falhas e constrangimentos de ordem logística durante o cadastramento dos delegados de lista a nível nacional, disse ser insuficiente o período de sete dias determinado pela CNE para a realização do mesmo.

Referiu, ainda, que existem irregularidades no trabalho da CNE, por a mesma não publicar, até agora, os cadernos eleitorais. Faustino Mumbika apelou à CNE a proceder de forma legal para que todas as irregularidades detectadas pelos cidadãos sejam notificadas, através das suas estruturas locais, e que os deslocalizados reclamem por escrito junto das comissões eleitorais.

Avançou, por outro lado, que a UNITA já cadastrou 52.610 delegados de lista, sem incluir o exterior do país, o que garante a cobertura de 100 por cento das mesas de voto, em todo o território nacional.

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