Política

UNITA promete ensino gratuito desde a iniciação

Kamuanga Júlia | Saurimo

Jornalista

O candidato da UNITA a Presidente da República, Adalberto Costa Júnior, prometeu este sábado, em Saurimo, a implementação do ensino gratuito no país, desde a iniciação ao superior para facilitar o acesso à Educação da população angolana e disse que prevê um salário mínimo nacional de 150 mil kwanzas na Função Pública

14/08/2022  Última atualização 06H47
© Fotografia por: DR

Diante de centenas de militantes, amigos e simpatizantes do partido, no campo de  Santo-António, palco do comício onde apresentou o manifesto eleitoral e programa de governação, enfatizou que a acção da UNITA assenta, igualmente, na erradicação da pobreza e desemprego dos jovens.

Ao enaltecer o carinho e o calor humano demonstrados pelos militantes da região Leste, considerou que o gesto acarreta uma responsabilidade acrescida para um trabalho árduo que vai levar o partido à vitória nas Eleições Gerais de 24 de Agosto próximo.

Apontou como preocupação a falta de acesso à água, energia eléctrica, habitação condigna, lamentados pela sociedade civil, durante um encontro mantido ontem. Entende que a proibição dos jovens ao garimpo e a falta de partilha de percentagem entre as empresas exploradoras de diamantes e a comunidade são factores que contribuem para a pobreza extrema.

Ressaltou que a deficiência de assistência médica, sobretudo, nas comunidades, a degradação acentuada da Estrada Nacional 230 e as diferenças regionais carecem de uma mudança urgente do partido, para garantir melhorias da qualidade de vida das populações: "A UNITA pretende transformar Angola numa nação igual a todos”.

Considerou extraordinária a cultura Lunda Cokwe, porque é visível a preservação de valores traduzidos na dança e música. Acrescentou que a "UNITA pretende transformar o país numa nação, através do diálogo permanente com as diferentes culturas e povos para encontrar soluções”.

Criticou a postura do Governo no poder, em manter membros do Protectorado Lunda Cokwe presos por fazerem parte no assassinato de cidadãos em Cafunfu, província da Lunda-Norte, e pediu a liberdade.

Reiterou que sejam publicados os cadernos eleitorais e apelou a que sejam retirados os falecidos nas listas dos eleitores. Disse que está confiante que no dia 24 de Agosto "a UNITA vai fazer história no país”.

Declarou que, caso a UNITA vença as eleições, quer uma governação democrática, apostada no cumprimento das leis. Por outro lado, prometeu a implementação de reformas nas Forças Armadas Angolanas (FAA), incluindo os Serviços de Defesa e Segurança, para garantir a melhoria das condições sociais, com um estatuto remuneratório igual para todos os órgãos, além da revisão da Constituição da República de Angola.

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