Política

UNITA privilegia OGE no debate parlamentar

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, declarou, esta terça-feira, que o seu partido vai, no primeiro ano da V Legislatura, privilegiar o debate do Orçamento Geral do Estado (OGE).

23/11/2022  Última atualização 06H32
Presidente Carolina Cerqueira trocou impressões sobre a prioridade da agenda dos debates parlamentares com o líder da UNITA © Fotografia por: DR

O líder da UNITA falava à imprensa, no final da audiência que lhe foi concedida pela presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira.

"Vamos, seguramente, ter uma melhor participação no hemiciclo, pensando em Angola e, numa fase imediata, na questão do Orçamento Geral do Estado (OGE)", exprimiu.

O também deputado informou que o seu partido gostaria de ver um OGE que privilegiasse bastante os sectores da Educação e a Saúde, "para podermos cumprir com as metas com que o país se comprometeu respeitar no plano regional e continental".

Entende que a questão da educação é estratégica. "O futuro constrói-se com quadros competentes, que devem merecer prioridade no espaço da governação", considerou.

Adalberto Costa Júnior adiantou que, para este ano legislativo, a UNITA vai, também, colocar em marcha as principais preocupações relativas à fiscalização dos actos do Executivo.

"Ampliado o espaço de representatividade, vamos ter uma melhor presença no âmbito do país. As comissões de especialidade do Parlamento estão constituídas e a UNITA aumentou o seu espaço de representatividade no hemiciclo", sublinhou. Adalberto Costa Júnior e a presidente da Assembleia Nacional abordaram, também, o diferendo da composição da Mesa da Assembleia Nacional, com a UNITA a reclamar a 2ª vice-presidência da "Casa das leis”.

"Falamos também do facto de não termos a Mesa da Assembleia Nacional composta. Como sabem, há um processo que foi dirigido ao Tribunal Constitucional (TC)”, disse o político, apelando à esta instituição para que não se atrase demasiado no pronunciamento sobre este diferendo.

O líder da UNITA lembrou que, em 1992, o partido, com 70 deputados, teve a vice-presidência da Assembleia Nacional "e, agora, temos 90, mas o MPLA ocupou a 1ª e a 2ª vice-presidência. Isso não é um bom exemplo para a reconciliação e abertura democrática", afirmou.

Adalberto Costa Júnior considerou a Assembleia Nacional uma porta de passagem para o diálogo comum, para se poder debater o país real. "Viemos, antes de mais, partilhar e deixar alguns elementos fundamentais e dos desafios fundamentais que gostávamos de ver realizados para o bem de Angola e dos angolanos", vincou.

No encontro com a líder do Parlamento, Adalberto Júnior fez-se acompanhar do presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, e do secretário para a Comunicação e Marketing, Marcial Dachala.

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