Política

UNITA apela à actualização massiva do registo eleitoral oficioso

Yara Simão

Jornalista

O presidente da UNITA, nos cumprimentos de ano novo, esta sexta-feira (8), em Luanda, apelou aos militantes e ao povo angolano a efectuar a actualização do registo eleitoral oficioso.

08/01/2022  Última atualização 09H00
Militantes foram mobilizados e sensibilizados sobre a Covid-19 © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
Adalberto Costa Júnior, no discurso, disse que a sensibilização e mobilização dos cidadãos para o registo é o caminho para o voto da mudança. "Os BUAP estão abertos todos os dias e devemos todos com idade igual ou superior a 18 anos ir fazer a prova de que existimos e queremos votar em Agosto”, reforçou.

Esclareceu que só quem fizer a actualização vai constar da base de dados e dos cadernos eleitorais que vão ser publicados oportunamente pela Comissão Nacional Eleitoral, nas assembleias de voto, e a mobilização dos cidadãos para a actualização do registo eleitoral deve absorver todo o esforço nesta fase.

"Os secretários provinciais, secretários municipais, secretários  distritais e comunais e de zonas e sectores, nos meses, semanas e dias que ainda faltam é nossa obrigação envolvermo-nos cada vez mais para garantirmos que todos os cidadãos em idade de votar actualizem o registo eleitoral. O nosso envolvimento directo pode ajudar a esbater os receios e temores que subsistem. A nossa presença algumas vezes nos BUAP pode ajudar a resolver as dificuldades que sabemos existirem”, disse, acrescentando que as instituições religiosas, as autoridades tradicionais, as organizações da sociedade civil e as associações cívicas têm um papel cívico insubstituível na mobilização para a actualização do registo eleitoral.

Esta mensagem abre o ano político da UNITA e debruça-se também sobre a realização das eleições gerais. "Que este ano possa proporcionar a realização das esperanças e dos sonhos de uma Angola mais justa, com mais diálogo, com menos violência, uma Angola mais estável, mais desenvolvida, mais democrática”, declarou.

A Covid-19 também fez parte do discurso e referiu que a pandemia e a nova estirpe marcaram o início do ano, que chegou sem as festas habituais, considerando que o Ómicron surgiu muito mais contagiosa e obriga ao país e, de modo geral, ao mundo, a adoptar medidas mais restritivas.

"É de todo importante que aumente substantivamente o investimento em postos médicos nos bairros e pequenas unidades de saúde dotados de quadros qualificados e de medicamentos e que aliviam a busca das unidades centrais, superlotadas pela inexistência daqueles serviços”, defendeu, acrescentando que urge, hoje, agilizar medidas de defesa da vida e da dinâmica económica, motor para a melhoria da situação social, que tantos dramas têm afectado a maioria das famílias angolanas.


Órgãos de soberania

As mudanças da Constituição e da Lei Eleitoral, em período pré-eleitoral, a colocação dos presidentes da CNE e do Tribunal Constitucional foram pontos destacados no discurso de cumprimento de novo ano do presidente da UNITA, apelando à moralização das mentes e protecção do Estado e da soberania nacional.

Criticou a Comunicação Social e afirmou que as transmissões na íntegra do congresso do partido que governa e a negação do mínimo tratamento idêntico aos outros partidos violam a Constituição e as demais Leis da República.

"Os Órgãos Públicos de Comunicação Social prestam serviços ilegais ao partido de regime; beneficiam da censura que os mesmos dirigem a UNITA e ao seu presidente, protegem o partido de regime ao recusarem o contraditório aos dirigentes do partido de regime, a começar pelas lideranças têm medo dos debates e fogem dos mesmos, desrespeitando o público”, acusou.


Autarquias

Sobre as autarquias, afirmou que 50 anos depois da Independência o actual Governo continua a negar abraçar as autarquias locais, que conferem cidadania, participação efectiva do cidadão na governação.

"A constituição de uma frente democrática, constituída por patriotas, é uma resposta necessária a um país marcado pela exclusão; a FPU não exclui ninguém e dirige a todos os angolanos. O cidadão é quem decide o seu futuro. Não é o partido que governa. Também não são os outros partidos. O poder de decidir é seu. É do povo”, advogou.

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