Política

UNITA admite adiamento do congresso

A comissão política da UNITA vai voltar a discutir a data do congresso agendado para 2 a 4 de Dezembro, devido à providência cautelar apresentada no Tribunal Constitucional por um grupo de militantes, anunciou este domingo, 28, o porta-voz do partido, Ruben Sicato.

28/11/2021  Última atualização 20H46
Comissão política da UNITA © Fotografia por: DR

Ruben Sicato disse que a data do congresso vai voltar a ser discutida face a uma providência cautelar entretanto interposta junto do TC por um grupo de militantes da UNITA que pede a impugnação da reunião da comissão política onde foi decidida a marcação do congresso.

"Se houver providência cautelar, essa data fica desfeita porque uma providência cautelar tem uma força obrigatória para quem se dirige e se o Tribunal Constitucional entender que a UNITA não pode fazer o congresso nessa data, como é desejo daqueles que interpuseram essa providência, não poderemos fazer o congresso naquela data”, admitiu citado pela Lusa. 

Avisou, no entanto, que "os tribunais fazem o seu trabalho em nome do povo, não podem fazer o seu trabalho como lhes apetece” e, tal como outros órgãos do Estado "não podem interferir na vida política dos partidos” que funcionam de acordo com os seus estatutos.

O partido agendou para 2 a 4 de Dezembro o seu XIII Congresso para escolher o seu novo presidente, depois do presidente eleito, Adalberto da Costa Júnior, ter sido afastado por força de um acórdão do Tribunal Constitucional (TC) que deu razão a um grupo de militantes que alegaram irregularidades no congresso que elegeu Costa Júnior, em 2019, derrotando outros três candidatos.

 

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