Sociedade

Unidade da indústria pesqueira emprega sete mil no arranque

Victor Mayala | Soyo

Jornalista

Uma super-estrutura industrial de apoio à actividade pesqueira em construção numa área de oito hectares, na zona do Cadal, arredores da vila do Soyo (Zaire), pela empresa sino-angolana Seatag-Pescas, começa a fazer ensaios preliminares já no mês de Junho.

12/05/2022  Última atualização 10H55
Secretária de Estado para a Economia (ao centro) ao percorrer as obras da unidade industrial © Fotografia por: Adolfo Dumbo | Edições Novembro | Soyo

A unidade, que vai processar 10 mil toneladas de pescado todos os meses, recebeu, terça-feira, a secretária de Estado para a Economia, Dalva Ringote Allen, a quem os investidores disseram ter empregue 90 milhões de dólares, prevendo a geração de sete mil postos de trabalho (3.300 directos e 3.700 indirectos), apenas para cidadãos nacionais, principalmente jovens.

O administrador do projecto da empresa Seatag-Pescas, Alcatir Costa, referiu que a execução física da obra está na ordem de 85 por cento. Para sustentar a actividade dessa nova indústria pesqueira, a empresa mandou construir, na China, quatro embarcações de cerco.

Contudo, a chegada ao país dessas embarcações aguarda por uma autorização do Ministério da Agricultura e Pescas, para que possam ser inspeccionadas no país, uma vez que a cidade chinesa onde se encontram os meios, está sob cerca sanitária, em consequência do surgimento de uma nova vaga da Covid-19.

Neste momento, "a principal dificuldade com que nos deparamos, tem a ver com o vazio na autorização de construção de embarcações de arrasto por parte do Ministério da Agricultura e Pescas”, comentou Alcatir Costa. Acrescentou que, na região do Soyo,  a pesca propícia é a de arrasto, com o que o projecto foi concebido, fundamentalmente, para esse tipo de arte pesqueira.

 Iniciativa jovem louvável

"Estamos certos que há toda uma vontade, quer da classe empresarial privada, quer do sector público, para assegurar que as nossas empresas desempenhem um papel central no alavancar da nossa economia”, disse Dalva Ringote Allen, durante a deslocação à infra-estrutura.

Dalva Ringote Allen percorreu, no município petrolífero do Soyo, alguns empreendimentos de impacto socioeconómico, à margem do lançamento do Programa de Reconversão da Economia Informal (PREI).

Infra-estruturas construídas depois de 2017, nos diversos domínios, têm contribuído para a geração de milhares de empregos para a juventude e a dinamização da actividade económica a nível da província do Zaire, constatou a secretária de Estado para a Economia.

Dalva Ringote Allen louvou a iniciativa destes jovens angolanos, considerando que contribui para a formação de postos de trabalho, e garantiu que o Executivo está disponível para prestar apoio institucional e assegurar que o projecto tenha êxito e o  impacto esperado pela sociedade.

O governador do Zaire, Pedro Makita, reputou a unidade pesqueira como sendo de grande valia para a promoção da empregabilidade e enalteceu a cooperação estabelecida nos mais variados domínios entre empresas angolanas e chinesas.

"Esta cooperação sino-angolana, que está também noutros ramos, é de valorizar, incentivar e alimentar, para que Angola possa trilhar outros rumos”, disse Pedro Makita, lembrando que, além do petróleo, a província do Zaire possui enormes potencialidades nos domínios da agricultura, pescas e outros minérios.

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