Economia

Unicargas movimenta toneladas de alimentos

A Unicargas transportou entre 20 de Março e 13 de Abril, mais de 8.750 toneladas de bens alimentares e de medicamentos.

17/04/2020  Última atualização 15H07
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No referido período do estado de emergência, em vigor desde o dia 27 de Março, decretado pelo Presidente da República, João Lourenço, devido à doença Covid-19, atracaram no terminal da empresa, l8 navios e foram movimentados 1.522 Teus em contentores de 20 pés.

Em média, a Unicargas movimenta 1.500 toneladas de cargas gerais e entrega 600 toneladas/dia aos seus clientes. Segundo o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa, Fernando Pereira, houve uma evolução positiva na chegada de mercadorias nessa fase de emergência, em que o país está a viver, tendo ressaltado que há muitos produtos alimentares e medicamentosos a entrar no país, pelo que não receie que haja qualquer sinal de escassez de bens.
Frisou que os trabalhos nos terminais decorrem, normalmente, sem quaisquer sobressaltos, dando resposta célere a casos solicitados e respeitando, igualmente, os parâmetros sobre os serviços mínimos definidos pelo Mi-nistério dos Transportes.
“Se considerarmos que há alguma variação em termos de movimentos de cargas no período de emergência, o balanço é satisfatório”, disse o responsável de comunicação da Unicargas. Criada em Fevereiro de 1988 para a transportação de cargas, a operadora de terminais e transitários, a Unicargas, além de Luanda, possui filiais em Benguela, Cabinda e Luau (Moxico) e tem uma frota operacional de 83 camiões.

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O Ministério dos Transportes fixou serviços mínimos para passageiros e cargas durante o estado de emergência declarado para combater a pandemia de Covid-19 e simplificou as regras alfandegárias para descarga de mercadorias nos portos.
Encontram-se abrangidos os voos humanitários e de emer- gência, transporte de mercadorias e carga aérea, marítima, ferroviária e rodoviária, transporte marítimo para a indústria petrolífera e transporte ferroviário urbano e intermunicipal, com limitação de frequências e de passageiros.
Estão proibidas as saídas de bens essenciais, como os géneros alimentares da cesta básica, combustíveis, medicamentos e materiais de apoio hospitalar. Durante o período, a actividade marítima, portuária, navegação e despacho aduaneiro terá regras simplificadas e automatização dos processos.
Para o transporte de mercadorias e passageiros, o MINTRANS estabelece regras sanitárias, que obrigam a que os navios, comboios, aeronaves e viaturas autorizadas a circular durante o estado de emergência, estejam equipadas com máscaras, luvas e solução anticéptica de base alcoólica, lenços de papel e sacos para deposição de resíduos.
O documento indica que foram fixadas regras de simplificação e automatização dos processos relativos à actividade marítima, portuária, navegação e despacho aduaneiro, para garantir o desembaraço de mercadorias nos portos.
No quadro das medidas excepcionais, foram reforçados os poderes das entidades reguladoras do sector, nomeadamente, o Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INTR) e o Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro de Angola (INCFA).

Resultados
Nos últimos dois anos, a Unicargas tem elevado a arrecadação de receitas. O aumento da receita é resultante de um acréscimo na facturação do Terminal Polivalente, situado no Porto de Luanda e aluguer de meios rolantes, segundo informou recentemente o seu presidente do conselho de administração, Celso Rosa.
Cinco anos depois, a empresa passou de um resultado operacional negativo para positivo e suficientes para fazer face aos custos operacionais que justificam os indicadores positivos.

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