Política

União Europeia apresenta observadores ao MPLA

Uma delegação da União Europeia, encabeçada pela sua embaixadora em Angola, Jeannette Seppen, deslocou-se na manhã de sexta-feira (12) à sede do MPLA para apresentar os dois observadores que vão trabalhar nas Eleições Gerais de 24 deste mês.

13/08/2022  Última atualização 06H05
delegação da União Europeia, e Manuel Augusto. © Fotografia por: Edições Novembro

A delegação, que vai desenvolver o mesmo acto junto de outras forças políticas concorrentes ao pleito, foi recebida, em audiência, pelo secretário do Bureau Político do MPLA para as Relações Internacionais, Manuel Augusto.

Os observadores já foram apresentados, esta semana, à Comissão Nacional Eleitoral (CNE). A União Europeia faz parte do grupo de organizações internacionais a quem a CNE endereçou convite para observar as 5ª Eleições Gerais angolanas. Fazem, igualmente, parte do grupo convidado pela CNE, para observar as eleições, a União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), SADC, Centro Carter dos EUA, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), Fórum das Comissões Eleitorais dos Países da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) e Conferência das Jurisdições Africanas.

Diplomatas por dentro   do plano de governação

A secretária para a Política Económica do MPLA,  Idalina Valente, apresentou, ontem, ao corpo diplomático acreditado em Angola o Programa de Governo do seu partido, no quadro da campanha eleitoral em curso no país, para as Eleições Gerais de 24 de Agosto.

O acto decorreu numa das unidades hoteleiras de Luanda e contou com a presença do secretário para as Relações Internacionais do MPLA, Manuel Augusto, e do ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano. 

Idalina Valente apresentou aos embaixadores os grandes compromissos do MPLA para com as aspirações do povo angolano que se concretizam, desde 1956, data da fundação do partido, na defesa da liberdade, da justiça social, da fraternidade e da igualdade de oportunidades para todos.

Descreveu a história do MPLA que se fundamenta na luta contra todas as formas de injustiça e discriminação, destacou as principais conquistas, como a Independência Nacional em 1975, a realização das primeiras eleições gerais em 1992, o alcance da paz a 4 de Abril de 2002, a vitória nas eleições legislativas de 2008 e nas eleições gerais de 2012 e 2017.

"Em 2017, o MPLA e o seu líder, o camarada presidente João Lourenço, sob o lema: Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal, iniciaram um combate firme e rigoroso à corrupção, à impunidade, ao nepotismo e à bajulação, o que tem permitido à restauração da confiança dos cidadãos nas instituições do país", referiu.

Disse que o Executivo, com vista a corrigir os desequilíbrios, em Janeiro de 2018, iniciou a implementação de um Programa de Estabilização Macroeconómica e que em Dezembro deste mesmo ano passou a ser apoiado técnica e financeiramente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), através de um Programa de Financiamento Ampliado, que terminou em Dezembro de 2021.

Destacou também a implementação do Programa de Privatizações (PROPRIV), que permitiu a privatização de mais de 84 activos, um total de 132 a privatizar. Referiu-se, igualmente, ao PRODESI, o Programa de Reconversão da Economia Informal (PREI) e ao Plano de Acção para a Promoção da Empregabilidade (PAPE), que permitiram a criação de 115.417 empregos.

Ainda entre as acções do Executivo foram destacados o Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) e o Kwenda. Idalina Valente apresentou os eixos estruturantes do Programa de Governo do MPLA para 2022-2027. No primeiro eixo destacou a consolidação do Estado Democrático e de Direito e da Reforma do Estado, Administração Pública, Justiça e Comunicação Social e liberdade de expressão.

No eixo dois, destacou o ordenamento do território, urbanismo e habitação. Já no terceiro, explicou que o MPLA propõe-se à promoção do capital humano, ampliando o acesso aos serviços de Saúde, ao conhecimento e habilidades técnicas e científicas, promovendo a cultura e o desporto e estimulando o empreendedorismo e a inovação.

Para a concretização deste eixo, o MPLA propõe-se intervir nos domínios da Saúde, Educação, Ensino Superior, Ciência, Tecnologias e Inovação, Emprego, Empreendedorismo e Formação Profissional, Desporto e Cultura. Já o eixo quatro tem como domínios de actuação a população, protecção social, igualdade de género, família, criança, juventude e idosos.  O quinto trata do Programa de Governo do MPLA virado à modernização das infra-estruturas e à preservação do ambiente.

O embaixador da Polónia e decano dos embaixadores acreditados em Angola, elogiou a iniciativa do MPLA e disse que seria bom que as demais formações políticas dessem a conhecer os seus programas eleitorais ao corpo diplomático. Piotr Mysliwiec disse que apresentou as suas preocupações sobre a necessidade de implementação das autarquias em Angola, como uma das melhores formas de resolução dos problemas das populações e entende que as questões ligadas à Educação e Saúde devem ser da responsabilidade das administrações municipais e governos provinciais.

O embaixador da China em Angola, Gong Tao, considerou que o evento foi interessante, porque deu para saber dos resultados da governação dos últimos cinco anos e as perspectivas para os próximos cinco anos. "São informações muito úteis e muito esclarecedoras. Vamos regressar a casa e fazer bons estudos, uma boa análise e vamos continuar a trabalhar com o Governo. Depositamos confiança para o futuro de Angola", disse.

César Esteves e Gabriel Bunga |

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