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União Africana pede eleições pacíficas

O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, pediu, sexta-feira, que as eleições presidenciais na Somália sejam “pacíficas e credíveis”, manifestando o apoio da organização à paz e estabilidade duradouras no país.

01/05/2022  Última atualização 08H10
© Fotografia por: DR

Em comunicado publicado na conta da UA na rede social Twitter e citado pela Efe, Mahamat aplaude "as eleições bem-sucedidas dos presidentes e vice-presidentes do Senado e da Câmara do Povo da Somália, realizadas entre 26 e 28 de Abril de 2022”.

Pede também "uma conclusão pacífica, oportuna e credível das eleições presidenciais”, cuja data está ainda por definir.

Na sua nota, o presidente reitera ainda o "pleno apoio” da UA e da Missão de Transição na Somália (ATMIS) para conseguir "a paz e a estabilidade duradouras” naquele país do Corno de África.

Os legisladores elegeram na madrugada de quinta-feira como presidente da câmara baixa o xeque Adan Mohamed Nur, conhecido como Adan Madobe, e na terça-feira foi reeleito o presidente do Senado Abdi Hashi Abdullahi, legislador crítico do Chefe de Estado cessante, Mohammed Abdullahi Mohammed Farmaajo.

Completar as eleições dos líderes das duas câmaras do Parlamento era um passo imprescindível para a realização das eleições presidenciais, adiadas várias vezes desde 2021 por disputas políticas, discrepâncias entre clãs e acusações de irregularidades, apesar de o mandato de Farmaajo ter terminado nesse ano.

Segundo a lei somali, o Chefe de Estado deve ser escolhido pelos 329 membros do Parlamento.

A Somália precisa de ter um novo Governo em funções até 17 de Maio se quiser continuar a receber apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI). O adiamento sistemático das eleições é visto como uma distracção face aos problemas do país, como a luta contra o al-Shabab, que controla áreas rurais do Centro e Sul e quer instaurar um Estado islâmico ultraconservador. A Somália vive num estado de conflito e caos desde que, em 1991, foi derrubado o Presidente Mohamed Siad Barre, o que deixou o país sem Governo efectivo e nas mãos de senhores da guerra e milícias islamitas.

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