Política

União Africana expectante com a Cimeira de Malabo

Os ministros africanos da Defesa, Protecção e Segurança realçaram, em Addis Abeba, Etiópia, que aguardam com expectativa o resultado final da Cimeira Extraordinária sobre Terrorismo e Mudanças Inconstitucionais de Governos, a realizar-se a 28 deste mês, em Malabo, numa iniciativa do Chefe de Estado angolano, João Lourenço.

15/05/2022  Última atualização 08H45
© Fotografia por: DR

No final da reunião ministerial do Comité Técnico Especializado de Defesa, Protecção e Segurança da União Africana (UA), de quinta-feira, os participantes sublinharam a importância de uma abordagem coordenada e de uma conjugação de esforços dos Estados-membros da organização continental, com o intuito de prevenir e combater o flagelo do terrorismo e do extremismo violento.

Expressaram a solidariedade para com a República Democrática do Congo (RDC) nos esforços para abordar a questão do terrorismo e do extremismo violento no seu território e reiteraram o apelo aos Estados-membros no que concerne à ratificação da Convenção da UA sobre Cooperação Transfronteiriça (Convenção de Niamey, de 2014).

Solicitaram aos Estados-membros para que apoiem a Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique, em termos de recursos financeiros e materiais.

Concluíram que é necessário que se proceda a revisão do conceito da Força Africana em Estado de Alerta (FAEA) e do Memorando de Entendimento entre a UA e as Comunidades Económicas Regionais/Mecanismos Regionais de Prevenção, Gestão e Resolução de Conflitos sobre a força, assim como as modalidades de estabelecimento da Unidade Especial contra o Terrorismo, no sentido de contribuir para a finalização do Plano de Trabalho da FAEA referente ao período 2021-2025.

Angola esteve representada na reunião por uma delegação chefiada pelo ministro da Defesa e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos "Liberdade”. Integraram à comitiva o secretário de Estado do Interior, José Bamoquina Zau, o chefe dos Serviços de Inteligência e Segurança Militar (SISM), João Pereira Massano, o director-geral dos Serviços de Inteligência Externa, José Higino de Sousa, e o segundo comandante da Polícia Nacional, comissário-chefe António Pedro Joaquim.

 

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