Cultura

Uma viagem musical nostálgica na abertura da Live no Kubico

Analtino Santos

Jornalista

A primeira edição do ano da Live no Kubico foi animada, no último domingo, segundo dia de 2022, por Dina Santos, Margareth do Rosário e Proletário numa viagem musical nostálgica. A Banda Movimento fez o acompanhamento dos artistas neste projecto da Televisão Pública de Angola (TPA), em parceira com a Platinaline.

04/01/2022  Última atualização 09H55
Margareth do Rosário cantou e encantou na primeira edição deste ano do projecto da TPA © Fotografia por: DR
A primeira artista anunciada pelo apresentador Mário Santos foi Ricardina de Carvalho de Rocha dos Santos, conhecida nas lides artísticas por Dina Santos. A veterana ao pisar o palco da diversidade abriu o ano com "Mana Fatita” seguida de "Divua Diami”, numa onda de lamentos. Mais animada deu o brilharete no sucesso "Anel”,


passeou por "Semba Kassequel”, "Kazola” e fechou ao ritmo de Carnaval com "Manazinha”, do tempo das turmas.
A segunda proposta foi Margareth do Rosário que arrancou com "Amor Perfeito” recordando o mar azul que marca a fase do álbum  "Amor Profundo”. De Belita Palma cantou "Manazinha” e "Suzana” e de outra referência feminina com destaque para Lourdes Van-Dunem encantou com "Monami”, recordou também Zecax e Cesária Évora em "Candonga” e "Bia de Lulucha”, respectivamente,  sem deixar  "Por amar Tanto” e "Me sobe a Temperatura” temas que têm as suas impressões como sucessos.


Numa tarde que as mulheres estiveram em destaque, Proletário foi o escolhido como a última atracção do Live no Kubico e voltou a proporcionar momentos nostálgicos ao dar as boas-vindas com "Mama Massoxi Kudilengo”. Entre  "Kizombas” e "Kimbombenha”,  Teddy Nsingui pegou a malha da guitarra, do finado Charles Nbuya e deu o seu toque. Os anos 1980 estiveram em alta com "Man Prole”, "Lumbi”, "Minha Mana” e "Scania 111”.


Os parceiros TPA e Platinaline diversificaram não apenas nos estilos, mas também no quesito gerações. Dina Santos começou a carreira ainda na fase colonial, quando aos 16 anos convenceu no programa da Rádio Clube de Angola. Colaborou com os Kiezos e esteve no Semba Tropical, actuando no Brasil e Inglaterra.


Proveniente de uma geração mais nova, Margareth do Rosário é um produto na fase inicial de 2000 com passagens pelos concursos de descobertas como o Gala à Sexta-feira da TPA e espaços radiofónicos. Com Yola Araújo, Nazarina Semedo, Djamila Delves, Claudeth Chizungo esteve no grupo feminino Melomanias iniciativa do produtor Beto Max antes de apostar na carreira a solo.


Proletário pertence a uma geração intermédia. natural do Cuanza Sul em 1957 o sonho pela música começa a concretizar-se em 1972 quando chegou à capital, onde no Caputo vai dando os primeiros passos. Jaime Palana Kinpungo já foi James Jaime antes da canção revolucionária e o baptismo de David Zé para Proletário e nos anos 80 torna-se uma das principais referências da música nacional.


Curiosamente o amigo e parceiro da música desta época,  Robertinho juntar-se-á a Dom Caetano para a próxima edição do Live no Kubico. Esta é a segunda Temporada do Live no Kubico que arrancou com Elias dya Kimuezo e depois levou Baló Januário e Tunjila Tuajokota. As edições têm o suporte da Banda Movimento que no dia 16 de Janeiro trabalhará sucessos como "Tia”, "Som Angolano”, "Kakinhento”, "Massoxi” e outros sucessos de Dom Caetano e Robertinho.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura