Opinião

Um olhar clínico para o futuro

Virada que está a página do pleito eleitoral, tiradas que foram as devidas notas e ilações, importa agora projectar um olhar clínico, ao futuro que começou já no dia 15 de Setembro, com a investidura do Camarada João Lourenço, nas mais Altas funções de Presidente da República de Angola e comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Vice-Presidente da República.

20/09/2022  Última atualização 07H20

Nas vestes de Presidente de todos os angolanos, e para que possa responder os anseios legítimos de mais de trinta milhões de almas, que compõem o mosaico angolano, de Cabinda ao Cunene e do Mar ao Leste, terá de  contar necessariamente com o contributo incondicional de cada um de nós, irmanados no mais alto e nobre propósito de erguer uma Angola desenvolvida e próspera. Para tal, volta a ganhar actualidade, a afirmação intemporal do Saudoso Presidente Dr. Agostinho Neto, "Cada cidadão é e deve sentir-se necessariamente um soldado”.

Os deputados eleitos que tomaram posse na passada sexta-feira, dia 16 de Setembro, têm sob os seus ombros acrescidas responsabilidades, na viabilização de todos os actos legais, que visam contribuir para a resolução dos problemas do povo - parafraseando novamente o Presidente Agostinho Neto.

Para essa quinta legislatura, parece-me prolixo, voltarmos a assistir discursos ensurdecedores de alguns, por vezes, mais preocupados em falar bonito para às câmaras televisivas, quando de facto, o que importa, é falar simples, claro e bem, atendendo ao nível de literacia da maioria dos eleitores, interessados sempre em acompanhar os debates que se produzem na Casa das Leis.

A propósito, e com um olhar clínico para o  futuro, lanço um repto aos deputados eleitos, para que o próximo OGE - Orçamento Geral do Estado, seja aprovado por unanimidade pelos representantes do Povo na Assembleia Nacional.

Porque os deputados são (bem) pagos para que cumpram exemplarmente a sua missão, pretendemos assistir discussões construtivas, e produtivas, e não disputas político-partidárias, só para contrariar…!!!

Aos nossos futuros governantes, auxiliares do Titular do Poder Executivo, a distintos níveis: não devem encarar a função como oportunidade "única”, mas sim, como missão nobre de bem servir, auguramos: maior entrosamento, simplificação de processos, proximidade, empatia com os governados, pontualidade, respeito escrupuloso da lei, ética, deontologia e decoro, respondendo pronta e utilmente todas as solicitações endereçadas aos respectivos pelouros que dirigem.

Finalmente, para que possamos prosperar, precisamos de produzir, produzir, produzir…!

Apostando fortemente na agro-indústria, indústria transformadora, promoção do turismo, como sectores âncora para a maior oferta de bens e serviços, criando emprego e gerando renda para as famílias, principalmente ao segmento mais expressivo - a juventude.

Não é possível prosperar, com o comércio ambulante em todos os espaços urbanos das dezoito províncias do nosso país. Medidas urgentes devem ser tomadas, para o seu exercício em condições de higiene e salubridade, contribuindo na arrecadação fiscal, a medida que o PREI - Programa de Reconversão da Economia Informal, avança.

Somente com um bom ambiente de negócios, despido de todas as actuais teias burocráticas, com a banca a cumprir o seu verdadeiro papel de promotor do desenvolvimento, pode-se atrair mais investidores, quer sejam eles nacionais ou estrangeiros, para que mais se produza e melhor se distribua, assegurando-se assim, melhor qualidade de vida a todos, sem distinção.

Para que o próximo quinquénio seja mais promissor, e com sustentabilidade, bastará que cada um de nós, faça bem a sua tarefa e cumpra bem a missão que a Pátria a cada momento nos incumbir.


Carlos Gomes

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