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Um milhão de crianças está de volta às escolas

As autoridades do estado de Zamfara, Norte da Nigéria, anunciaram, sábado (22), a reabertura das escolas que foram fechadas após sequestros. Trata-se de um total de 115 escolas que já começaram, ao fim de quatro meses, a receber de volta os professores e alunos, noticiou a Reuters.

23/01/2022  Última atualização 06H30
Professores e alunos regressam às salas de aula na região de Zamfara, assolada por raptos © Fotografia por: DR
O sequestro de 80 alunos de uma escola secundária na vila de Kaya, em Setembro passado, motivou a decisão de fechar as escolas, privando cerca de um milhão de alunos de prosseguirem temporariamente os estudos, revelou na altura o UNICEF.
Cerca de 1.500 crianças em idade escolar foram sequestradas no ano passado em 20 sequestros em massa em escolas de toda a região, com 16 alunos a perderem a vida, segundo a agência de assistência infantil da ONU. Se a maioria dos reféns foi libertada após as negociações, alguns ainda estão em cativeiro em esconderijos de bandidos. Entretanto, a reabertura das escolas em Zamfara não significa que a estabilidade está consolidada em todo o país. Ainda ontem, as autoridades anunciaram que pelo menos 50 pessoas foram mortas e um número incerto de pessoas foram raptadas, terça-feira, num ataque por homens armados não identificados no estado de Kebbi, Noroeste da Nigéria, de acordo com uma organização não-governamental, citada pela Efe. "Os atacantes também levaram muitos aldeões”, acrescentou a mesma fonte.
Segundo o activista da sociedade civil, os assaltantes - vulgarmente conhecidos na Nigéria como "bandidos” - também vandalizaram muitas casas e mataram um número desconhecido de elementos das forças de segurança.
Kebbi, bem como outros estados do Centro e Noroeste da Nigéria, são palco frequente de ataques por grupos de homens armados e vítimas de uma onda de raptos massivos com o propósito de obtenção de resgates lucrativos. Estes ataques têm continuado apesar das repetidas promessas do Presidente Muhammadu Buhari, de acabar com o problema e do reforço do destacamento de forças de segurança para as áreas mais vulneráveis.
Enquanto isso, a morte de um aluno de 11 anos num internato de elite na Nigéria, a 30 de Novembro último, continua a provocar uma agitação no país, com a família a dizer que foi envenenado por cinco colegas e que houve encobrimento do homicídio.
A família afirma que o filho foi forçado a ingerir um líquido tóxico por alguns dos colegas de turma, e que os responsáveis estão protegidos por pertencerem a famílias ligadas ao poder. A escola diz não ter havido qualquer encobrimento e que está a cooperar com os investigadores. As autoridades locais encerraram o internato, frequentado por crianças de famílias ricas e influentes, até nova ordem.

  Primeiro candidato às presidenciais de 2023
O presidente do Congresso Nacional Progressista, APC, Aswanju Bola Tinubu, ex-governador de Lagos, confirmou, ontem, a intenção de disputar o cargo de Presidente nas próximas eleições de 2023 na Nigéria.
Segundo a Reuters, Tinubu, de 69 anos, fez a declaração numa reunião com o actual Chefe de Estado, Muhammadu Buhari, em Abuja. Na declaração, Tinubu não deixou claro para os jornalistas a posição do Presidente Buhari sobre seus planos de concorrer à Presidência.
O ex-governador do estado de Lagos esteve activamente envolvido na fusão de partidos de oposição que derrotaram o Partido Democrático do Povo, em 2015.

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