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Ulisses Correia e Silva mantém-se à frente do partido MpD

O presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva, confirmou sexta-feira, em entrevista à Lusa, que será recandidato ao cargo de Primeiro-Ministro nas eleições legislativas de 2021.

08/02/2020  Última atualização 19H22
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Ulisses Correia e Silva, de 57 anos, lidera a única lista candidata nas eleições do MpD agendadas para amanhã, tendo por isso a recondução no cargo garantida.
“Estou disponível para liderar o MpD e o Governo até ao final da próxima legislatura (2021/2026)”, afirmou, em entrevista à Lusa, a propósito das eleições de domingo.
Cabo Verde realiza este ano eleições autárquicas e no próximo eleições legislativas (primeiro semestre) e presidenciais (segundo semestre). O MpD conquistou o poder em Cabo Verde nas eleições legislativas de 2016, depois de cerca de 15 anos de liderança do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).
Questionado pela Lusa sobre a garantia aos militantes da recandidatura ao cargo de Primeiro-Ministro em 2021, Ulisses Correia e Silva foi peremptório: “Claro que sim, senão, não estaria a recandidatar-me ao cargo de presidente do MpD”.
Antigo presidente da Câmara da Praia, secretário de Estado das Finanças e depois ministro das Finanças, Ulisses Correia e Silva lidera o Governo cabo-verdiano desde 2016 e é presidente do MpD desde Junho de 2013.
Sobre o actual mandato à frente do MpD (2017/2020), sublinhou como principais resultados a “retoma e a aceleração continuada do crescimento económico”, impulsionadas “pelo sector privado e pelas reformas económicas”, bem como na “redução do desemprego”.
“Uma opção clara por uma política de inclusão social orientada para a promoção da autonomia das famílias e dos cidadãos, através do acesso ao emprego, ao rendimento e à produção, em vez do assistencialismo, fortes investimentos no sector da segurança, o reforço da descentralização, acompanhada de fortes investimentos na requalificação urbana e ambiental e acessibilidades”, enfatizou.
Para Ulisses Correia e Silva, há hoje em Cabo Verde “mais confiança dos cidadãos, das empresas e dos investidores, o que é importante para a boa dinâmica de crescimento económico do país”.
Nas duas primeiras eleições internas, Ulisses Correia e Silva também concorreu sozinho e conseguiu 98% dos votos em 2013 (substituindo Carlos Veiga) e 99 por cento em 2017. A candidatura de Ulisses Correia e Silva já traçou o objectivo para este acto eleitoral de ter novamente a confiança dos cerca de 30 mil militantes e um “resultado muito forte e robusto”. Depois da eleição do presidente, o MpD vai realizar a sua XII convenção nacional, entre os dias 6 e 7 de Março, para eleger os órgãos do partido.

Revisão do sistema bancário

O Banco de Cabo Verde (BCV) anunciou que vai encerrar compulsivamente os bancos com autorização restrita que funcionam no país, apenas para clientes não residentes, considerados offshore, que não se adequem no es-paço de um ano aos novos requisitos.
A posição foi assumida à Lusa por fonte do banco central cabo-verdiano, a propósito da nova legislação apro-
vada na Assembleia Nacio-nal, em Janeiro, e que termi-na com as licenças restritas para bancos que apenas trabalham com clientes não residentes e depósitos em moeda estrangeira –, passando a estar obrigados a licenças genéricas e a trabalhar com clientes residentes.
“Findo o prazo legalmente estabelecido, se o BCV verificar que não houve a devida adequação aos requisitos legalmente estabelecidos ou de que não há garantias de uma gestão sã e prudente, o banco central iniciará um processo de dissolução compulsória (revogação da autorização) e consequente liquidação administrativa”, explicou o banco central.
Acrescentou que o encerramento de qualquer instituição de crédito “deve seguir os trâmites de um procedimento administrativo, de acordo com o quadro legal existente”.

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