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Uíge cria novos aplicativos contra ataques cibernéticos

Valter Gomes| Uíge

O Centro de Formação Tecnológica do Uíge criou, este ano, três aplicativos, dos quais um vai permitir a protecção dos equipamentos informáticos contra ataques cibernéticos, o segundo, denominado “Multiverso Educacional”, facilita a instalação de laboratórios tecnológicos em instituições de ensino públicas e privadas, enquanto o terceiro, “Delta Zone”, vai, a partir do aeroporto do Uíge, facilitar que os visitantes, sobretudo turistas, cheguem ao local de destino sem precisar de guia turístico físico.

31/10/2022  Última atualização 11H41
Aplicativos também servem de apoio ao ensino e turistas © Fotografia por: António Capitão | Edições Novembro
O director do referido Centro Tecnológico, Virgílio João, que deu a informação nas comemorações do primeiro aniversário da instituição, acrescentou que os aplicativos estão prontos para serem instalados e utilizados.

Esclareceu que o Multiverso Educacional é um software destinado ao sector da Educação, que, instalado numa instituição, poderá permitir aos alunos acesso à aulas práticas no laboratório tecnológico, de forma simulada, usando equipamentos electrónicos, sem precisar de Internet.

"Temos vindo a constatar nas instituições de ensino secundário e superior a insuficiência de laboratórios físicos, por isso o centro criou um software, para permitir a instalação de laboratórios tecnológicos e fazer com que os alunos tenham acesso à aulas práticas simuladas”, disse, acrescentando que às instituições interessadas basta adquirir o referido software e será possível instalar o laboratório tecnológico, que será utilizado sem precisar de Internet.

Informou que o terceiro aplicativo, "Sistema Delta Zone”, será, nos próximos dias, instalado no Aeroporto do Uíge, para que ao visitante, logo à sua chegada, solicitando o local onde deseja se dirigir, lhe seja entregue um código, através do qual receberá, no seu telemóvel, o endereço do seu destino e, através do GPS, chegar sem precisar de ajuda de guia físico.

Virgílio João realçou que o centro está apostado na inovação e na formação de jovens, para o desenvolvimento das novas tecnologias e dar soluções rápidas a várias situações.

Aberto ao público a 29 de Outubro de 2021, o Centro Tecnológico do Uíge já lançou no mercado de trabalho 612 jovens, dos quais 250 tiveram certificações internacionais. 

Os formados especializaram-se em energias renováveis, electrónica, segurança cibernética, tecnologias de informação, comunicação via satélite, designer gráfico e outros.

Fez saber que muitos jovens formados no centro tecnológico e que tiveram excelentes resultados foram contratados para prestar serviços na referida instituição e os demais apostaram no auto-emprego, garantido emprego a outros.

Acrescentou que terça-feira começa o novo ciclo de formação, para 100 jovens. Os cursos têm a duração de 30 a 60 dias. "Vamos continuar a dar prioridade à segurança cibernética e electrónica e contribuir na qualificação técnico-profissional do homem, para que possa fazer gestão de todo o equipamento tecnológico à sua disposição.

 

Expansão de serviços

Para facilitar a formação de mais jovens no interior da província do Uíge, Virgílio João assegurou que decorrem contactos com o Governo Provincial no sentido de se criarem centros regionais ou municipais. Negage e Maquela do Zombo serão os primeiros municípios a serem contemplados, em função da sua localização geográfica.

A vice-governadora para o sector Técnico e Infra-Estruturas, Helena Vieira Dias, que encerrou o acto, na presença de vários membros do governo e convidados, manifestou-se

satisfeita com o desempenho dos jovens que o centro tecnológico já colocou à disposição do mercado de trabalho. Reiterou o compromisso do Governo Provincial em continuar a apoiar o centro, para que a formação profissional da juventude seja um sucesso.

De recordar que o primeiro aniversário da criação do centro tecnológico foi antecedido de uma feira tecnológica, onde 25 expositores, entre estudantes e finalistas

de várias instituições ligadas às tecnologias de informação, mostraram os seus talentos e propostas para a solução de alguns problemas técnicos. 

A feira teve como objectivo expor ao público projectos tecnológicos para as áreas da Saúde, Educação, energias renováveis, electrónica, turismo e segurança cibernética.

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