Reportagem

Uíge celebra 105 anos com muitos desafios pela frente

Antiga vila de Carmona, elavada à categoria de cidade, a 1 de Julho de 1917, registou inúmeros avanços socioeconómicos, mas muitos sectores ainda precisam de grandes intervenções para atingir o desenvolvimento desejado

02/07/2022  Última atualização 09H35
Festas da cidade Capital das “Terras do Bago Vermelho” © Fotografia por: Mavitidi Mulaza | Edições Novembro

Uíge celebrou, ontem, 105 anos desde que a antiga vila Marechal Carmona foi elevada à categoria de cidade, em 1917. Ao longo deste período, foram registados avanços e recuos no quotidiano dos munícipes das terras do soba Mbemba Ngangu e do rei Mekatete, figuras incontornáveis na luta contra a ocupação colonial e pela subjugação dos nativos desta região.

A pequena vila do Uíge começou a ser erguida no cume de uma elevação da antiga Katalambanza, local onde está situada a Administração Municipal, na rua 1º de Agosto,pelo colono português Américo Ribeiro, na companhia de um grupo de militares e civis comerciantes, com destaque para o tenente do exército colonial JúlioTomás Berberam, Manuel José Pereira, Manuel Rodrigues, Manuel Silva, Tristão Mendes Caldo, António Figueiredo, entre outros.

Em 1955, a vila do Uíge passou a ser designada por "Carmona”, em tributo ao então Presidente de Portugal, Óscar Carmona. Com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, o Governo angolano decidiu retomar o nome original, embora aportuguesado, inspirado do rio Wizi, o primeiro que a comitiva de Américo Ribeiro atravessou para escalar a Serra de Kanda, também conhecida como Serra do Uíge, junto à aldeia Kassexi.

Depois de instalado o Posto Militar e Administrativo, em Katalambaza, vários comerciantes do regime colonial português que estavam instalados em Ambriz, na província do Bengo, decidem chegar ao Uíge, para fazer negócio.

Esses começaram a edificar fábricas, edifícios e a explorar fazendas. Com o eclodir da guerra dos 14 anos de guerra contra o colonialismo e o conflito armado de 1975 a 2002, várias infra-estruturas ficaram destruídas e saqueadas.

Dos recursos do tempo, podem ser destacadas a inativação de grandes produtoras de café, como são os casos das fazendas Rimaga de Ricardo Manuel Gaspar, Congo Agrícola, Flor do Congo, Ana Maria, Trás os Montes, Paco e Benze, Kondo Benze e outras.

A actividade industrial, também, entrou em decadência, com a fragilização na produção de muitas indústrias fabris dos ramos de bebidas, mobiliários, calçados, colchões, torrefações, descasques e outras.

A cidade cresceu em dois sentidos, o suburbano e o urbano. Na primeira vertente, cresceu de forma desordenada e deu lugar aos bairros Kixikongo, Papelão, Kakiúia, Kapote, Kilala, Kindenuku, Kandombe, Pedreira, Bungo, GAI, Ana Kandande, Kandombe Novo, Katapa, Kakole, Kabonda, Gigi, Cemitério, 14, Piscina e Orlando Fonseca.

Muitos desses bairros expandiram-se e fizeram com que a cidade se juntasse às aldeias Tange, Kindenuku, Kimakungu, Tomessa, Kandande Loé, Kituma, Kigima, Mbanza Polo e Kimakila.

Na zona urbanizada, com a implementação de planos urbanísticos e directores, surgiram áreas habitacionais, com destaque para a Urbanização do Kilumosso, Bairro da Juventude no Katapa, Projecto Ana Paula (no bairro Papelão), assim como foram asfaltadas várias ruas da periferia, expandidos os sistemas de fornecimento e abastecimento de água e energia eléctrica.

A administradora municipal do Uíge, Sónia Arlete, é humilde em reconhecer que, em algumas vertentes, a cidade capital da província regrediu,mas, ao mesmo tempo, afirma que muita coisa melhorou significativamente.

Ainda assim, a gestora do maior conglomerado populacional da província do Uíge reconhece que ainda existem muitos desafios pela frente para a melhoria das condições de vida dos habitantes deste município. 

Preocupante saneamento básico

Sónia Arlete disse que o saneamento básico na cidade do Uíge é uma das principais preocupações da Administração Municipal. Com o envelhecimento da urbe, alguns equipamentos se deterioram, como sarjetas, redes de esgotos, valas de drenagem, canais de evacuação de residência e edifícios, o que provoca o aparecimento de águas residuais e pluviais nas estradas.

A administradora sublinhou que o comportamento inapropriado dos munícipes na deposição do lixo, a exiguidade de equipamentos e pessoal para o processo de recolha e depósito dos resíduos nos aterros sanitário são os principais factores que estão na base dos amontoados em várias artérias da cidade, sobretudo na periferia.

"Ainda temos muito trabalho pela frente quanto a este assunto. Precisamos de mudar a imagem da cidade, com a pintura constante dos edifícios públicos e residências de particulares, para se dar outra característica aos cenários da urbe”, disse.

A admnistradora referiu que há necessidade de se desassorear os canais de evacuação de águas pluviais e recuperar a rede de esgotos. "Devemos reconhecer que o problema do saneamento básico é preocupante, mas a falta de meios e equipamentos para esta actividade faz com que se registe este cenário”, disse.

Melhorar a circulação na periferia

Sónia Arlete avançou que um outro desafio que tem, enquanto estiver na gestão da Administração Municipal do Uíge, é trabalhar para a melhoria da circulação rodoviária nos bairros da periferia da cidade.

A administradora avançou que este trabalho vai permitir a criaçaõ de elos de acesso à parte urbana da cidade, com vista a banir as reclamações dos moradores sobre a escassez de serviços de táxi e a dos taxistas sobre as más condições das estradas.

Deste projecto, estão em curso a terraplanagem de 40 quilómetros de estradas dos princípais bairros que circundam a cidade do Uíge, com destaque para o Kilala, Kandombe, Kandombe Novo, Tange, Papelão e Kakiúia.

Além desse trabalho, outros 20 quilómetros de estrada já foram terraplanados, o que está a facilitar a mobilidade. Está, igualmente, a ser reabilitado os seis quilómetros de acesso à aldeia Kibianga.

"Está em execução um processo de tapa-buracos nas ruas da cidade. Muitas tinham sido escavadas para projectos de água e telecomunicações, mas estamos a aproveitar o tempo seco para desenvolver essas operações”, salientou.

  Falta serviço de saúde no Mbemba Ngangu

Sónia Arlete lamentou o facto de o bairro Mbemba Ngangu (antiga Montanha Pinto) não ter beneficiado, ao longo destes 105 anos da existência da cidade do Uíge, de um projecto para a construção de uma unidade hospitalar.

A administradora, que nasceu na rua B do mesmo bairro, disse que sempre sentiu pelos esforços dos habitantes da zona, quando há situações graves de doenças, por serem obrigados a correr, mesmo à madrugada, ao Hospital Geral do Uíge.

Mas, avançou uma boa nova. Realçou que o plano de acção para a execução dos vários programas do Executivo, com recurso ao financiamento do Orçamento Geral do Estado, está contemplado a construção de um centro de saúde, no bairro Mbemba Ngangu.

No campo da Educação, a administradora municipal do Uíge é de opinião que o sector é o que mais tem beneficiado de investimentos, desde à altura da implementação dos projectos do Gabinete Técnico de Gestão dos Projectos de Investimentos Públicos (GTG/PIP), no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza (PIDLCP) e Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Além de várias infra-estruturas, erguidas através do PIDLCP, a Administração Municipal construiu sete escolas, das quais duas foram inauguradas dentro de dias.

Sónia Arlete disse que o PIDLCP tem sido a "bandeira” para a sua gestão, porque é este programa que tem permitido a implementação de vários projectos e acções a nível da circunscrição.

Neste segmento, está a ser implementado o Plano Local de Apoio à Agricultura Familiar (PLAAF), uma iniciativa do governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha, que visa alocar cinco milhões de kwanzas por trimestre, para efectuar a lavoura, distribuição de sementes e acompanhamento técnico às famílias camponesas do município.

Ainda neste ano, enfatizou a administradora Sónia Arlete, pelo menos 53 ex-militares foram reintegrados e apoiados com kits profissionais de geração e renda para as áreas de serralharia, carpintaria e sapataria, com vista a criação de micro empresas.

"O objectivo é fomentar o auto emprego e a geração de mais postos de trabalho, assim facilitar que vários jovens empreendedores, que beneficiaram de formação profissional e cedência de microcrédito,possam conseguir desenvolver pequenos negócios”, realçou.

 

Construções desordenadas perto do fim 

Sónia Arlete avançou que a Administração Municipal já possui planos directores e urbanísticos para travar o crescimento desordenado da cidade do Uíge.

A responsável administrativa acredita que, com a implementação destes planos e o cumprimento dos munícipes, a situação da construção desordenada pode pode ser controlada.

Esclareceu que o crescimento desordenado da urbe deve-se à apetência dos cidadãos pela materialização do sonho da casa própria. "Muitos preferem não solicitar terrenos à Administração Municipal, para adquirir parcelas a particulares e, em muitas casos, com a conivência das autoridades tradicionais”.

Fez saber que Administração Municipal do Uíge está a retomar o processo de criação das reservas fundiárias do Kioungua, Kissanga e 3 Casas, para a promoção de projectos habitacionais de baixa e média renda, onde já existem mais de quatro mil pedidos formalizados de solicitação de aquisição de terrenos.

"Existem medidas administrativas para desencorajar a construção em zonas de risco e a ocupação ilegal de terrenos, como são os casos de demolições de obras não licenciadas. A população não colabora e as  construções são feitas na calada da noite ou em finais-de-semanas, quando as instituições públicas não funcionam para fiscalizar”, rematou.

 

Mais electrificação e água potável

Ndombele Pedro veio viver, há já muitos anos, na cidade do Uíge, depois de ter abandonado Maquela do Zombo, a aldeia natal. Inicialmente, residia em casa arrendada, mas, posteriormente, construiu a própria moradia, no bairro Mpako Mbenze, onde juntou a família.

A casa da família Ndombele tem luz eléctrica. Ao lado da moradia, o Governo Provincial do Uíge colocou um ponto de abastecimento de água potável.

Tal como os seus vizinhos do Mpako Mbenze, a casa de Ndombele, construída com material local (adobe e coberta de chapa de zinco), tem luz eléctrica de fonte permanente, captada a partir da Barragem de Capanda, em Malanje.

"Era o meu sonho, quando deixei a minha aldeia no Maquela, viver na cidade e ter luz eléctrica e água em minha casa, para ver televisão, ouvir música no gravador grande, beber água fresca e guardar a comida”, disse, visivelmente, feliz.

De forma gradual, o Governo vai alargando os pontos de iluminação e de distribuição de água potável para além dos bairros próximos da cidade. Hoje, as aldeias, um pouco mais afastadas, beneficiam de alguns desses serviços.

O programa de extensão das canalizações de água está quase a atingir a cifra dos dez mil pontos de ligação, desde que começou a ser implementado, há cerca de três anos.

A administradora Sónia Arlete destacou as acções que têm sido desenvolvidas pelo Ministério da Energia e Águas, para a expansão das redes de abastecimento em todos os bairros da cidade do Uíge. Sublinhou que, além das acções constantes nos programas "Água para Todos” e "Electrificação da Província”, a cargo do referido departamento ministerial, existem outros trabalhos executados pela Administração Municipal do Uíge.

Nesta altura, o projecto "Água para Todos” já permitiu fazer mais de dez mil ligações, nos vários bairros periféricos como Papelão, Mbemba Ngungu, Kilala, Nguengué, Cemitério, Dunga, Kandombe, Kimakungu, Tomessa, Pedreira, Katapa Kixikongo, Kakiúia, Kabonda, Kapote e outras zonas.

Referiu que, enquanto se aguarda pela fase de expansão da rede pública de água ao bairro Bem-vindo, a Administração Municipal, no âmbito do PIDLCP, construiu dois sistemas de abastecimento naquela comunidade, para garantir que a população consuma água tratada.

A par disso, disse que decorre a construçao de outros sistemas em aldeias e regedorias, bem como a recuperar os empreendimentos que se encontram inoperantes, para que a população tenha acesso à água potável.

Mais industrializada do Norte

Era a mais industrializada cidade do Norte de Angola, na era colonial. A Bangola do Norte e a CIFAL eram as grandes referências do parque industrial da antiga cidade de Carmona.

Na Bangola do Norte, situada junto ao rio Kandombe, que dá o nome a um dos mais antigos e populosos bairros do Uíge, eram produzidos os diferentes sabores da marca "DUSOL”, segundo a obra "Distrito do Uíge - Elementos de Informação”, de Garcia de Lencastre e Ernestro Fontoura, que enfatizava a cafeínada que era a preferência de todos.

O parque industrial da cidade do Uíge há muito tempo que anda adormecido, constata-se. As principais unidades fabris e outras do sector, constituídas e erguidas no período colonial e no pós-Independência Nacional, foram totalmente pilhadas e destruídas, durante o conflito armado dos anos 90.

Na CIFAL, localizada na rua industrial, era fabricado o vinho "Estrela”, que, devido a muitos "tombos” pelos consumidores, ficou apelidado de "Mamã me leva”. Mbuku Pedro, hoje a residir no bairro São Paulo, município do Sambizanga, província de Luanda, recorda com nostalgia estas duas marcas.

"Enquanto menino, minha gasosa preferida era a DUSOL de café. Depois da adolescência, já a entrar para a fase juvenil, começamos a fazer o uso do famoso vinho Estrela. Eram duas marcas de bebidas que, além de serem de fabrico local, também eram comercializadas e apreciadas em outras paragem do país”, disse.

Outras duas unidades fabris, que eram, igualmente, referências, são as de colchões e calçados plásticos. Nas famílias mais pobres, principalmente, os meninos encontravam nos "chupa-cocó” os calçados predilectos para suportar as andanças para a escola.

Havia, ainda, outras infra-estruturas industriais na cidade do Uíge, como a gráfica que ficava localizada na rua do Ultramar, onde eram editados os jornais "Mukanda”, "Ecos do Uíge”, "Jornal do Congo” e outras publicações.

O Jornal de Angola apurou que, até 1970, existia, no Uíge, um total de 412 unidades fabris, que garantiam emprego para 1.970 operários, entre colonos e nativos.

Como refere o livro "Distrito do Uíge”, editado em 1972, este parque industrial era constituído por indústrias orientadas, principalmente, para o descasque do café, produção de óleo de palma e processamento de outros produtos agrícolas, mais algumas empresas de materiais de construção como serrações e cerâmicas.

O livro enumera ainda como destaque as fábricas de gasosas (Bangola do Norte), de sumo de frutas e enchimento de vinho (Companhia Industrial de Frutas de Angola) e de calçados e uma empresa de vulcanização de pneus (Vulcap), além da metalo-mecânica, gráfica, cerâmica e serração.

Os autores do livro referem-se, igualmente, à fábrica de mobiliário (FAMOE) e a algumas unidades de panificação, com destaque para a Padaria Malanje, que constituíam as bases fundamentais da capacidade económica da região, e encontrava nas indústrias de construção, alimentação, bebidas e tabaco os seus principais componentes.

Até 1970, no antigo Distrito do Uíge existiam 106 fábricas de descasques de café, 34 panificadoras, 21 serrações de madeira, 20 marchantarias, sete cerâmicas, cinco moagens de milho e bombó, três torrefacções e moagens de café, duas pastelarias e confeitaria, uma serralharia mecânica, igual número de indústrias de extracção de óleo de amendoim, de persianas, de gelo, descasque de arroz, carpintaria mecânica, de calçados e de sumos fermentados.

O parque industrial era, ainda, composto por 14 câmaras frigoríficas, 152 bombas ou postos de abastecimento de combustíveis, dez estações de serviços, igual número de oficinas de reparação de automóveis, uma recauchutagem de pneus e lavandaria, sete estúdios de fotografias, duas tipografias e encadernações, assim como barbearias, alfaiatarias, oficina de sapataria e um atelier de inspecção de vestuário.

"Tínhamos quase tudo aqui, mas a luta para a Independência Nacional fez com que os proprietários e mão-de-obra especializada abandonassem o país. O conflito armado interno, sobretudo, o que se desencadeou, em 1992, depois das primeiras eleições presidenciais e legislativas, provocou a destruição de todo o parque industrial”, lembra Filomena António, 63 anos.

Nos dias de hoje, a cidade do Uíge tem apenas quatro postos de abastecimento de combustíveis, menos de duas dezenas de panificadoras, cinco gráficas de timbragem e impressão de objectos variados, algumas carpintarias, serrações e serralharias de pequeno porte e uns poucos empreendedores ligados ao sector industrial.

"O parque industrial, na cidade do Uíge, está praticamente moribundo”, declarou a anciã, visivelmente triste.

Lugares de lazer

Além do cinema, que se encontra, actualmente, inoperante, a cidade do Uíge oferecia outros locais de lazer como o Bar Jardim, no centro do bairro Mbema Ngangu. O local possuía um parque infantil, restaurantes e um vasto jardim que, aos domingos de manhã,às vezes, acolhia piqueniques religiosos.

Durante a guerra, as árvores foram derrubadas para a fabricação de carvão, o jardim transformou-se num capinzal e os restaurantes deram lugar a mini mercados.  

Na esquina Sul da cidade, fora construído, em 1967, a piscina-parque do Uíge. Era aqui,onde muitos acorriam para aproveitar o ar pitoresco do local, que era amparado por abundante eucaliptos.

Tinha a piscina dois tanques de natação e um pequeno jardim zoológico, onde as crianças poderiam ver alguns animais selvagens, como jacaré, jiboia, gazelas, gorilas e aves de grande porte.

Aos domingos, o local arrastava muitos jovens e crianças, que iam desfrutar dos atractivos culturais e desportivos que os gestores da unidade organizavam, entre os quais, espectáculos músicais, corridas de saco, concursos de canto e dança, lançamento de dardo e discos, demonstração de artes marcias, entre outros.

Em volta da piscina, havia um pequeno matagal de eucaliptos, que diminuía a força dos ventos, segurava os solos e dava frescura no local. Essas árvores foram derrubadas e, hoje, verifica-se o deslocamento dos solos para o interior da piscina e por cima do asfalto, o que, em dias de chuva, torna a zona intransitável.  

Os citadinos querem ver agora estes locais recuperados e devolvidos à sua função social,tendo em conta o crescimento demográfico que a cidade conheceu nos últimos anos.

Luzola Pedro defende que a restauração de lugares como estes deveria constar, também, entre as prioridades do Governo, tal como acontece com a construção de escolas, hospitais, centros e postos de saúde. "As cidades precisam de oferecer, saúde, educação, segurança e lazer”, realçou o munícipe.

António Capitão e Silvino Fortunato| Uíge                        

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