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Uíge abastece mercado com 60 mil metros cúbicos de madeira por dia

Cerca de 60 mil metros cúbicos de madeira são transportados diariamente da província do Uíge para outros pontos do país, informou o chefe do Departamento Provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF).

02/06/2021  Última atualização 08H52
A madeira explorada na província do Uíge é de qualidade, por isso é apreciada em várias províncias e exportada © Fotografia por: Edições Novembro
Manuel António Eliseu disse que, apesar da qualidade da madeira da província, o IDF está preocupado com a exploração ilegal de madeira e o abate indiscriminado de árvores na província, situação que tem vindo a causar escassez bem como a desertificação.

Por exemplo, entre Janeiro e Maio, o IDF prendeu mais de 1.997 metros cúbicos de madeira, que foram exploradas e transportadas de forma ilegal por alguns operadores e cidadãos singulares não certificados.
O Uíge é detentor de diversas espécies de madeira, nomeadamente moreira, kitiba, pau-preto, kibaba, longui, munguba, dianuni e xingaxinga.
A madeira explorada na província é de qualidade, por isso é apreciada em várias províncias e exportada.
Os municípios de Kitexe, Ambuíla, Songo, Bembe, Negage e Uíge são os que possuem florestas densas com potencial de madeira.

O responsável disse que estão autorizados para exploração de madeira indivíduos singulares ou empresas certificadas. A província do Uíge tem licenciados 29 operadores madeireiros, dos quais metade não exerce a actividade por várias razões.
"Entre as  empresas activas, surgem também outras  ilegais, que se infiltram nas florestas exercendo a sua actividade sem a autorização das entidades competentes e que muitas das vezes terminam por detenção”, disse.
O processo de legalização contínua, neste momento já foi encaminhado ao Ministério de tutela alguns processos de empresas que solicitaram e que aguardam a sua aprovação.

Dificuldades
A nível da província do Uíge, o IDF enfrenta várias dificuldades, como por exemplo, a falta de meios de transporte para o patrulhamento nas zonas florestais, bem como a exiguidade de recursos humanos. Revelou que são necessários mais de 100 novos funcionários para se criarem brigadas para os controlos, fronteiras e nas zonas de exploração.
O sector está a criar brigadas que serão distribuídas em várias comunidades para apoiar a fiscalização, controlo e preservação do meio ambiente.

Por sua vez, o representante da Indústria Madeireira do Uíge, Samuel Bumba, deplora o estado de degradação das vias que dão acesso às áreas de exploração, o que causa embaraços na circulação dos camiões de carga.
Indicou existir também morosidade na tramitação administrativa para a obtenção de documentos para o exercício da exploração da madeira.
Valter Gomes e Silvino Fortunato / Uíge

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