Economia

UIF combate branqueamento de capitais

O Comité de Supervisão da Unidade de Informação Financeira (UIF) analisou esta terça-feira (5) as acções de combate ao terrorismo e branqueamento de capitais e das operações financeiras criminosas em Angola, na antecâmara da avaliação a que o país será submetida em Junho de 2022 pelos avaliadores africanos deste processo.

05/10/2021  Última atualização 22H30

Presidida pelo ministro de Estado para Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, a reunião serviu de preparação ao "teste” de técnicos de combate à lavagem de dinheiro da África Austral e Oriental, tendo destacado o papel da UIF para que Angola venha a ser avaliada positivamente por este organismo do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).

Segundo o governante, o sucesso da avaliação positiva para a criação de um ambiente de confiança no sistema financeiro e a atracção de mais investimento estrangeiro para a economia angolana tornarão as empresas mais eficientes e produtivas.

Algumas instituições precisam compreender que têm acções para prevenir e reprimir o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, por isso a directora da Unidade de Informação Financeira (UIF), Francisca de Brito, disse que a entidade recebe regularmente dados sobre os ilícitos financeiros no país.

"Falámos de crimes económicos ou financeiros que podem levar ao branqueamento de capitais, desde os bancos, seguradoras, ministérios e os tribunais que são obrigados a reportar todos os seus actos e como são tratados os casos e os implicados”, sublinhou, adiantando que Angola entregará as informações preliminares ao grupo de avaliadores ainda este mês.

O Comité de Supervisão da Unidade de Informação Financeira (UIF) é integrado pelos ministérios do Interior, das Finanças, o Banco Nacional de Angola e a Procuradoria-Geral da República.

O GAFI, entidade intergovernamental criada em 1989 pelos ministros das jurisdições membros, define os padrões e promove a efectiva implementação de medidas legais, regulatórias e operacionais para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, além de outras ameaças à integridade do sistema financeiro internacional relacionadas a esses crimes.

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