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UE condena expulsão de palestinianos

A Diplomacia da União Europeia (UE) condenou, ontem, às "demolições e expulsões ilegais" de cerca de 1.200 palestinianos nas colinas do sul de Hebron, na Cisjordânia, decretada pelo Supremo Tribunal israelita para uso desses terrenos para treino militar.

11/05/2022  Última atualização 06H45
Polícia israelita retira palestinianos das suas terras © Fotografia por: DR

"A expansão de povoações, demolições e expulsões são ilegais ao abrigo do direito internacional. A UE condena tais possíveis planos e insta Israel a cessar as demolições e despejos, em conformidade com as suas obrigações ao abrigo do direito humanitário internacional e do direito internacional dos direitos humanos", salienta em comunicado o porta-voz do Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

E vinca: "O estabelecimento de uma zona de tiro não pode ser considerado uma razão militar imperativa para retirar a população".

Na posição, divulgada uma semana depois da decisão do Supremo Tribunal israelita, a diplomacia da UE aponta ainda que esta iniciativa "ameaça gravemente a solução de dois Estados e apenas irá agravar um ambiente já de si tenso do qual ninguém pode verdadeiramente beneficiar".

Além disso, "apenas deteriora ainda mais a situação no terreno para os cidadãos de ambos os lados", adianta.

Na semana passada, o Supremo Tribunal de Israel decidiu que o Exército israelita poderá desalojar cerca de 1.200 palestinianos que vivem em oito aldeias nas colinas do sul de Hebron, na Cisjordânia, para usar esses terrenos como zona de treino militar.

Com a decisão, o Tribunal encerrou uma batalha jurídica que durou mais de 20 anos e que implicou a deslocação forçada de milhares de palestinianos da área conhecida como Masafer Yatta.

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